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Edição 22234 de 18/09/2020

Destaque

01 - ABIMAQ na rádio Band News – Band News em Alta Frequência



Fonte: Band News FM

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02 - 20° edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial para 2021


A CSMIA – Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ convida você para participar da 20° edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial para 2021, onde conversaremos sobre “O Agro brasileiro e a recuperação econômica”.

O seminário será transmitido gratuitamente via Zoom, dia 02 de outubro de 2020, das 8h às 13h, com a participação dos Srs. João Carlos Marchesan – Presidente do Conselho de Administração ABIMAQ , Pedro Estevão – Presidente da CSMIA ABIMAQ e José Velloso – Presidente Executivo ABIMAQ.

Confira um breve resumo das palestras que preparamos para este evento:

“O impacto da Proteína Animal na Nova Economia Mundial” com Ricardo João Santin, Presidente da ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal.

“Macroeconomia e Seus Efeitos no Setor Agropecuário Brasileiro”, com Fernando Honorato, Economista-Chefe do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco e Vice-Presidente do comitê de macroeconomia da Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

“Cenários da Agropecuária no Brasil e no Mundo”, com Carlos Cogo – Sócio Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio.

Vamos trocar experiências sobre o cenário da agropecuária no Brasil e no mundo, faça sua inscrição agora mesmo!

QUERO ME INSCREVER!

Se você tiver alguma dúvida, envie suas perguntas para csmia@abimaq.org.br

Fonte: Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base – ADIB

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03 - Entrevista: Ministério das Comunicações e o diálogo com o setor industrial


O setor industrial desempenha papel primordial na sociedade brasileira, gerando empregos e valor à economia nacional. Desta forma, o Ministério das Comunicações considera de fundamental importância a manutenção do diálogo com o setor industrial com vistas ao aperfeiçoamento constante das políticas públicas relativas ao setor.
Vitor Meneses, secretário de Telecomunicações do Ministério

Atual secretário-executivo de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Vitor Elisio Góes de Oliveira Menezes, nesta entrevista exclusiva para Máquinas & Equipamentos, fala sobre o andamento da licitação para o 5G pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, que, após consulta pública finalizada em 17 de abril, está revisando a proposta de edital, que deverá sair no primeiro semestre de 2021. Entre outros temas, enfoca as ações da Câmara Brasileira da Indústria 4.0. Também confirma que o Ministério das Comunicações considera fundamental “que haja disponibilidade de espectro para aplicações por parte da indústria”, assim como que seja mantido “diálogo com o setor industrial com vistas ao aperfeiçoamento constante das políticas públicas relativas ao setor”.

Advogado e Pós-Graduado em Regulação Avançada de Serviços Públicos de Telecomunicações (INATEL/UIT) e em Direito Administrativo e Gestão Pública (UNIEURO), Vitor Menezes é especialista em Regulação da Anatel (aprovado em concurso público de provas e títulos em 2007), tendo ocupado no órgão regulador os cargos de assessor da Presidência e superintendente de Outorga e Recursos à Prestação.

Boa leitura!

Máquinas & Equipamentos – Tecnologia na indústria de bens de capital mecânico é fundamental para aumento da produtividade e da qualidade. Realidade virtual, Machine Learning, digitalização das plantas, acesso e manutenção remotos são tecnologia cada vez mais presentes que, no entanto, dependem de conectividade e de avanços na área de telecomunicações. Qual o plano do Ministério das Comunicações para a implantação da tecnologia 5G?

Vitor Menezes – A licitação de frequências para a telefonia móvel de quinta geração (5G) deve ocorrer no primeiro semestre de 2021, e as operadoras que as adquirirem devem ativar os serviços nessas novas frequências num prazo de até um ano. No entanto, essas mesmas operadoras já operam em outras frequências os serviços 4G, que podem ser atualizados para a tecnologia 5G. Algumas operadoras já estão começando a realizar essa atualização, com a possibilidade de oferta de serviços 5G ainda em 2020.

M&E – A quinta geração das redes celulares (5G) abre caminho para a próxima era na produção industrial, conhecida como “Indústria 4.0”, que visa a melhorar significativamente a flexibilidade, a versatilidade, a usabilidade e a eficiência das futuras fábricas inteligentes. Como está evoluindo esse assunto no âmbito governamental?

Menezes – Em 2019, o então Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), formalizou, em parceria com o Ministério da Economia (ME) e outras instituições de governo, a criação da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 (I4.0), com o objetivo de aumentar a competitividade e a produtividade da indústria brasileira através da manufatura avançada. A criação da Câmara da I4.0 insere-se no Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), objeto do Decreto n. 9.854, de 25 de junho de 2019.

Além dos órgãos de governo e do setor público, participam da Câmara da I4.0 representantes dos setores empresarial e acadêmico. A Câmara da I4.0 está organizada em quatro grupos de trabalho, que possuem ampla participação do setor industrial: (i) desenvolvimento tecnológico e inovação (GT-Inovação); (ii) capital humano; (iii) cadeias produtivas e desenvolvimento de fornecedores; e (iv) regulação, normalização técnica e infraestrutura.

O Plano de Ação 2019-2022 da Câmara da I4.0 possui 12 ações estratégicas, subdivididas em 40 iniciativas cujas estratégias de implementação são estabelecidas e monitoradas pelos grupos de trabalho.

M&E – Como está o encaminhamento do edital de licitação para 5G, após a Consulta Pública nº 09, de 17 de fevereiro de 2020, pela Anatel, com as diretrizes para o leilão das faixas de radiofrequências previsto para ser lançado neste ano?

Menezes – A Consulta Pública nº 9/2020 da Anatel, acerca do Edital de Licitação para redes 5G, foi encerrada em 17 de abril. Após passar por Consulta Pública, a proposta de Edital segue na Anatel para revisão, com base nas contribuições apresentadas, e modelagem econômica. Após isso, o Edital deverá passar por aprovação no Conselho Diretor da Agência e pelo parecer do Tribunal de Contas da União, para então ser publicado.

“Além dos órgãos de governo e do setor público, participam da Câmara da I4.0 representantes dos setores empresarial e acadêmico. A Câmara da I4.0 está organizada em quatro grupos de trabalho, que possuem ampla participação do setor industrial: (i) desenvolvimento tecnológico e inovação (GT-Inovação); (ii) capital humano; (iii) cadeias produtivas e desenvolvimento de fornecedores; e (iv) regulação, normalização técnica e infraestrutura.”

M&E – A ABIMAQ encaminhou proposta à Anatel solicitando que seja regulamentada faixa de 100 MHz na banda de 3,5 GHz para redes 5G privadas, visando à conectividade da futura IIoT (Industrial Internet of Things), que será fundamental no desenvolvimento econômico, atração de investimentos e aumento da competitividade do País. Como o Ministério das Comunicações se posiciona a respeito desse assunto?

Menezes – O Ministério das Comunicações considera que é fundamental que haja disponibilidade de espectro para aplicações por parte da indústria, utilities e redes privadas, tendo inclusive estabelecido, na Portaria MCTIC nº 418/2020, a determinação para que a Anatel considere modelos de outorga de faixa de frequências, em caráter primário ou secundário, para este tipo de operação. Cabe ainda mencionar que a proposta de regulamento de uso da faixa de 3,5 GHz atualmente em Consulta Pública na Anatel prevê a possibilidade de uso da faixa para a prestação do Serviço Limitado Privado (SLP).

De toda forma, é preciso considerar que a disponibilidade de espectro para aplicações industriais não precisa ser, necessariamente, por meio de uma reserva de espectro na faixa de 3,5 GHz, uma vez que o uso eficiente do espectro é também um dos objetivos da regulação na prestação de serviços de telecomunicações em 5G. O próprio uso secundário de espectro, bem como o uso de faixas de radiofrequências mais altas hoje não utilizadas, trarão capacidade para ampliar significativamente a conectividade na indústria. Tampouco haveria impedimentos para que as operadoras de serviços de telecomunicações prestassem serviços de conectividade às indústrias por meio da faixa de 3,5 GHz, inclusive para a implementação de redes privadas. Por outro lado, uma eventual ampliação futura da faixa de 3,5GHz poderia trazer a oportunidade de reserva de banda adicional para esta finalidade, a depender de estudos por parte da Anatel.

M&E – O que o Ministério das Comunicações está pensando em termos de segurança cibernética para a rede 5G e o modelo de negócios? Será priorizado o ARPU (Average Revenue Per User)?

Menezes – O Governo Federal vem discutindo a abordagem de segurança cibernética a ser adotada no Brasil, com a participação de órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério das Comunicações, o Ministério da Economia, o Ministério das Relações Exteriores, coordenados pela Presidência da República. No âmbito desse diálogo, já foi editada, pelo GSI, a Instrução Normativa nº 4, de 26 de março de 2020, que dispõe sobre os requisitos mínimos de Segurança Cibernética que devem ser adotados no estabelecimento das redes 5G.
Quanto ao modelo de negócios a ser adotado, cabe às próprias empresas vencedoras do leilão 5G definirem as estratégias econômicas a serem adotadas na exploração do negócio, uma vez que o serviço é prestado em regime privado. Entretanto, a política de telecomunicações vigente determina que, nos editais de licitação de uso de radiofrequências, seja priorizada a ampliação do acesso aos serviços de telecomunicações por meio do aumento da cobertura do serviço para áreas hoje não atendidas. Em outras palavras, serão definidos compromissos de abrangência, que deverão ser cumpridos pelas empresas vencedoras do leilão, por meio do investimento na cobertura da banda larga móvel e em redes de fibra óptica, em localidades sem atendimento, para suporte à prestação dos serviços. Desta forma, evita-se a realização de um leilão meramente arrecadatório, focando os investimentos das empresas na melhoria do serviço ao cidadão.

M&E – Que contribuição o Ministério das Comunicações espera do setor industrial representado pela ABIMAQ ?

Menezes – O setor industrial desempenha papel primordial na sociedade brasileira, gerando empregos e valor à economia nacional. Desta forma, o Ministério das Comunicações considera de fundamental importância a manutenção do diálogo com o setor industrial com vistas ao aperfeiçoamento constante das políticas públicas relativas ao setor. Desta forma, esperamos que, resultado dos esforços conjuntos, o setor industrial brasileiro esteja plenamente habilitado à Indústria 4.0 e a toda a cadeia de valor em tecnologia 5G, gerando produtividade, competitividade e externalidades positivas a toda a população.
As indústrias de máquinas e equipamentos e o 5G

Em 31 de março, os presidentes da ABIMAQ – João Carlos Marchesan, do Conselho de Administração, e José Velloso Dias Cardoso, Executivo – assinaram carta endereçada ao presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, declarando o posicionamento da entidade com relação à Consulta Pública Nº 09 – ANATEL – Edital de Licitação de 5G.
As recomendações da ABIMAQ, que baseiam-se nos modelos adotados em países como Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e Japão, envolvem:

Definição estratégica da abrangência, segurança jurídica, previsibilidade de custos para permitir investimentos em todo o País. Para a indústria a previsibilidade é fundamental, para dimensionar e controlar a sua capacidade produtiva, manutenção e logística, entre outros;Licenciamento de redes privadas industriais na faixa de 3,5GHz e 26GHz: a ANATEL deve reservar, regulamentar e garantir o uso efetivo de redes privadas 5G na faixa de 3,5GHz (3,7 – 3,8GHz) para aplicações industriais, do agronegócio e infraestruturas críticas.

Cada indústria será responsável por realizar seus projetos técnicos e por validar as conexões em suas redes privadas em seus ambientes industriais (internos e/ou externos), onde não haverá interferências com outros sistemas, similar ao modelo da Alemanha. As redes privadas permitem que sites industriais controlem e gerenciem as suas próprias redes, permitindo alta confiabilidade, baixa latência e capacidade de reconfigurar a rede para atender novas necessidades;Duração da licença de uso das frequências: os preços devem ser acessíveis e a duração da outorga deve ser longa (ex. 10 anos) e renovável;Use ou devolva: após 01 ano da concessão da licença, esta poderá ser revogada caso não seja efetivamente utilizada;Aplicação simples e não burocrática: não indo além dos requisitos do processo de aplicação para redes locais para o serviço SLP;Neutralidade tecnológica: alternativa de usar outras tecnologias de rádio além do 5G nessa faixa de frequência, como por exemplo, o 4G, para implantação imediata;Fomentar investimentos em P&D e inovação, fundamentais para a transformação digital; eViabilizar novos modelos de negócios com a adoção do 5G.

Fonte: Portal Máquinas & Equipamentos

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em alta com cautela no exterior, mas caminha para perda semanal


O dólar opera em alta nesta sexta-feira (18), impulsionado por movimentos de aversão a risco no exterior diante de saltos nos casos de coronavírus em grandes economias, mas caminhava para encerrar a semana com desvalorização ante o real.

Às 9h12, a moeda norte-americana subia 0,46%, vendida a R$ 5,2545. Veja mais cotações.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,14%, a R$ 5,2303. Na parcial do mês, acumula baixa de 4,58%. No ano, tem valorização de 30,44%.

Cenário local e externo

No exterior, preocupações sobre o aumento de casos de coronavírus e uma recuperação econômica instável continuam pesando nos mercados.

A França, por exemplo, registrou um recorde de 10.593 casos de coronavírus confirmados na quinta-feira, a maior leitura diária desde o início da pandemia, enquanto discussões sobre um segundo lockdown circulavam no Reino Unido à medida que as internações hospitalares dobram a cada oito dias.

"Se o aumento nos casos se tornar forte o suficiente para que os bloqueios tenham que ser apertados a ponto de prejudicar a recuperação econômica, então isso se torna um fator de risco", disse Mobeen Tahir, diretor associado de pesquisa do Wisdom Tree.

O mercado financeiro manteve as estimativas para o dólar ao fim de 2020 (R$ 5,25) e 2021 (R$ 5,00), mas reduziu a projeção para a Selic no término de 2021 de 2,88% para 2,50%, conforme a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.

A Selic baixa tem sido citada como uma das causas para a instabilidade no câmbio e também para maior dificuldades do Tesouro Nacional de rolar a dívida pública em meio a um já fragilizado quadro fiscal.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Microempreendedores individuais crescem 5,4% no 2º quadrimestre


Foram abertos 889 mil registros de Microempreendedores Individuais (MEIs) no 2º quadrimestre deste ano, um crescimento de 5,4% em relação, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira (17), no Mapa de Empresas.

Com isso, o Brasil tem, até agosto deste ano, um total de 10,6 milhões de pessoas cadastradas no MEI, regime jurídico muito utilizado por autônomos e empreendedores para a formalização.

Os MEIs corresponderam ainda a 55% das empresas que foram abertas entre maio e agosto no país, um total de 1,1 milhão.

Os setores com maior número de abertura de MEIs no 2ª quadrimestre foram:

Comércio varejista de vestuário e acessório: 62,8 mil
Promotor de vendas (panfleteiro): 48,4 mil
Fornecimento alimentos para consumo doméstico: 41,8 mil
Cabeleireiros, manicure e pedicure: 35,5 mil
Obras de alvenaria: 34,4 milA

Fonte: G1

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Industria

01 - Brasileiros voltam a procurar trabalho e desemprego diante da pandemia bate recorde, diz IBGE


O desemprego diante da pandemia voltou a crescer na quarta semana de agosto, na comparação com a anterior, atingindo o maior patamar desde maio, quando teve início a pesquisa. É o que apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, entre a terceira e a quarta semana de agosto aumentou em mais de 1 milhão o número de desempregados no país, chegando a cerca de 13,7 milhões o total de trabalhadores em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Com isso, a taxa de desemprego subiu de 13,2% para 14,3%, a maior desde o início do levantamento, em maio deste ano, quando ela era de 10,5%.

“No início de maio, todo o mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, apontou a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Segundo a pesquisadora, o aumento do desemprego pode estar diretamente relacionado com o avanço da flexibilização do isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus. A pesquisa mostrou "o número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas diminuiu pela segunda semana seguida".

De acordo com o levantamento, na quarta semana de agosto somavam 38,9 milhões o número de pessoas em isolamento social rígido, o que representa uma queda de 6,5% em relação à semana anterior, quando esse contingente era de 41,6 milhões.

Já a parcela da população que ficou em casa e só saiu por necessidade permaneceu estável. São 88,6 milhões de pessoas nessa situação, representando 41,9% da população do país. Também houve estabilidade no contingente dos que não estavam em isolamento social, chegando a 5 milhões de pessoas, assim como permaneceu estável o contingente de 77 milhões dos que reduziram o contato, mas que continuaram saindo de casa ou recebendo visitas.

“A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando o mercado de trabalho, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”, enfatizou a coordenadora da pesquisa.

No mesmo período, diminuiu em cerca de 500 mil o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho, o que corresponde a uma queda de aproximadamente 0,7%, o que o IBGE considera como estabilidade.

Afastamento do trabalho permanece em queda

A pesquisa mostrou, ainda, que reduziu em cerca de 360 mil o número de pessoas que estavam afastadas do local de trabalho devido ao isolamento social. Eram 3,6 milhões de trabalhadores nesta situação na última semana de agosto, o que representava 4,4% do total de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Uma semana antes, essa taxa era de 4,8%.

Na primeira semana de agosto, 19,8% dos trabalhadores ocupados estavam afastados do trabalho em função da pandemia. Esse contingente manteve queda semanalmente.
Informalidade tem leve alta

De acordo com o IBGE, somavam cerca de 27,9 milhões o número de pessoas trabalhando na informalidade na última semana de agosto, cerca de 300 mil a mais que na semana anterior.

Com isso, a taxa de informalidade ficou em 34%, acima dos 33,4% registrada na terceira semana de agosto. Apesar da alta, o IBGE considera como estabilidade do indicador. Já na comparação com a primeira semana de maio, quando esse contingente somava cerca de 30 milhões de pessoas, a taxa de informalidade teve queda de 1,7 ponto percentual - era de 35,7% no início do levantamento.

São considerados como trabalhadores informais pelo IBGE aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes.

Segundo o IBGE, a informalidade é a via de mais fácil acesso ao mercado de trabalho e, por isso, sofre oscilações com maior facilidade que a população ocupada ou desempregada.

Pnad Covid X Pnad Contínua

O levantamento foi feito entre os dias 13 e 29 de agosto por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas. Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes a julho, e apontaram uma alta do desemprego para 13,3%, com queda recorde no número de ocupados.

Fonte: G1

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Setor

01 - Gasolina fica 2,5% mais cara na primeira metade de setembro


A primeira quinzena de setembro apresentou uma alta no preço médio da gasolina comum em todo o País, com exceção de três estados.

Em comparação com o mesmo período de agosto, o combustível ficou 2,53% mais caro, com o valor do litro passando de R$4,468 para R$4,581. Os dados são da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas.

Segundo a empresa, o preço da gasolina voltou ao mesmo patamar das últimas semanas antes da pandemia e início das medidas de isolamento social, o que reflete a retomada gradual das atividades econômicas no Brasil. Em março, o preço médio era de R$4,598, já menor do que em janeiro, a maior média registrada no ano (R$4,762).

O Distrito Federal apresentou a maior alta de preços, com aumento de 5,27%. No entanto, a maior média de valores ficou com Rio Branco, Rio de Janeiro e Belém, que passaram para R$5,085, R$4,926 e R$4,914, respectivamente.

Apenas três estados tiveram uma redução no preço da gasolina nas primeiras duas semanas do mês: Amapá (-1,56%), Bahia (-0,57%) e Piauí (-1,39%). Falando em capitais, Curitiba e Salvador ocuparam o ranking dos menos caros, com valores que ficaram em R$ 4,107 e R$ 4,186, respectivamente.

No Sudeste, o estado de São Paulo manteve o menor preço médio (R$4,134) da região, com um aumento de 1,96% em relação ao mesmo período do mês anterior.

Em seguida encontra-se o Espírito Santo (R$4,371), Minas Gerais (R$4,565) e Rio de Janeiro (R$ 4,831), que conquistou o segundo lugar entre os estados com combustível mais caro do Brasil, perdendo apenas para o Acre.

Fonte: G1

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