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Edição 9947 de 10/01/2019

Destaque

01 - Indústria pede mais R$ 3 bi para o Moderfrota


A forte demanda por crédito rural para a compra de máquinas agrícolas observada desde a entrada em vigor do Plano Safra 2018/19, em julho, levou as empresas do segmento a pedirem ao governo um reforço no orçamento do Moderfrota, principal linha de financiamento de tratores e colheitadeiras do país, alimentada com recursos do BNDES.

Foram inicialmente reservados para a linha R$ 8,9 bilhões, para serem desembolsados até 30 de junho, quando termina o ano-safra, mas a indústria calcula que serão necessários pelo menos mais R$ 3 bilhões para que o fluxo de vendas não seja prejudicado. O pedido já foi levado à equipe econômica do presidente Bolsonaro. "O governo precisa alocar esse montante a mais, caso contrário vai ser um caos", afirmou João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

 "As fábricas estão atendendo à demanda, todas aumentaram a produção. O problema é faltar dinheiro e acumular estoque. O custo vai lá para cima", disse ele. Nos primeiros seis meses do atual Plano Safra (julho a dezembro de 2018), os desembolsos do Moderfrota alcançaram R$ 5,2 bilhões, 48,5% mais que no mesmo período do ano-safra anterior (2017/18), quando o mercado ainda estava particularmente fraco. "Quase 60% dos recursos reservados para o Moderfrota já foram emprestados.

 Já alertamos o Ministério da Agricultura e o governo está avaliando como proceder. Esperamos alguma suplementação de recursos neste primeiro trimestre", disse Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo ele, também já escassearam os recursos do Pronamp, linha para médios produtores rurais que também pode ser acessada para a aquisição de máquinas agrícolas, e do Pronaf, voltado à agricultura familiar e que pode financiar pequenos tratores.

"A ministra [da Agricultura] Tereza Cristina conhece bem o setor e é sensível à demanda dos produtores, principalmente os familiares", reforçou Antonio Megale, presidente da Anfavea, em entrevista coletiva realizada ontem na capital paulista sobre os resultados da indústria automotiva como um todo. Segundo dados apresentados pela entidade, as vendas domésticas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 27.933 unidades entre julho e dezembro de 2018, 26,7% mais que no mesmo período de 2017. Depois de um primeiro semestre ainda morno, esse desempenho levou as vendas anuais a registrarem aumento de 12,7%, para 47.777 unidades. Para 2019, desde que não faltem recursos, a previsão é de aumento para cerca de 53 mil unidades. 

"Ainda há recursos do Moderfrota no mercado, mas não são suficientes para atender toda a demanda", disse ao Valor Marco Túlio Costa, diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, que lidera os desembolsos de crédito rural em geral no país. "Se não houver remanejamento de outras linhas, a linha estará esgotada até o fim de março", afirmou.
O executivo explica que o Moderfrota é irrigado basicamente com duas fontes de recursos, equalizados pelo Tesouro para garantir taxas de juro menores que as praticadas no mercado (7,5% a 9,5%): o BNDES e o próprio Banco do Brasil. Os recursos provenientes do BNDES estão praticamente esgotados. 

Tanto o BB quanto outras instituições financeiras têm recursos a juros livres para emprestar, mas as taxas maiores, que podem chegar a 15%, normalmente esvaziam a procura pelas operações. Marchesan, da ABIMAQ, destaca que a indústria identificou essa possível falta de verba no fim de 2018. A entidade alertou o então ministro Blairo Maggi sobre a questão e conversou com Tereza Cristina e com o ministro da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni, antes mesmo deles assumirem seus cargos. 

O Valor apurou que a ministra da Agricultura já vem tratando do assunto com os novos presidentes dos bancos públicos e que ela também conversou com Roberto Campos Neto, indicado para a presidência do Banco Central. Como não há dinheiro novo na praça, já que o governo não vai ampliar a oferta de crédito rural a taxas de juros subsidiadas, até por causa do teto de gastos públicos, a ideia é mesmo redistribuir recursos de outras linhas do Plano Safra com baixa procura, como já foi feito no passado. Técnicos do governo admitem, porém, que atualmente há pouca margem para esse tipo de remanejamento, uma vez que a demanda por crédito rural em geral está forte. Puxados pelo Moderfrota, os desembolsos de crédito rural para investimentos alcançaram R$ 25 bilhões de julho a dezembro, 33,7% mais que em igual período de 2017. 

No total, incluindo também as operações de custeio e comercialização, as liberações somaram 103,2 bilhões no intervalo, alta de 15,3%.

Fonte: Terra Viva, Ricardo Affonsin

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02 - Custo Brasil sufoca indústria nacional


Hernane Cauduro, Vice-presidente da ABIMAQ-RS

Os brasileiros estão vivendo a expectativa de um novo ciclo de crescimento, mas que somente será viabilizado se o novo governo aproveitar o capital político conquistado nas urnas para rapidamente implementar as reformas estruturantes capazes de tornar o País mais seguro, com mais oportunidades de emprego e desenvolvimento.

Necessariamente, para se obter esse avanço, as reformas deverão ser de estado, e não do governo de plantão, evitando-se repetir erros do passado que tanto penalizaram a nação.

Entre as reformas indispensáveis para a rápida retomada do crescimento está a tributária, a fim de promover a redução do famigerado Custo Brasil ao qual o ministro Paulo Guedes se refere como “bolas de ferro” que retiram a capacidade de competir da nossa indústria.

Para se ter ideia do que vem acontecendo no Brasil, a indústria de transformação, em 1980, chegou a contribuir com 25% do PIB, com uma carga tributária de 24%. Em 2017, baixou para 11% do PIB, e a carga de impostos saltou para 44,5%, segundo dados da Firjan e da Fiesp.

Esta voracidade fiscal retirou grande parte do poder de competição da indústria do Brasil, pois onerou os custos de produzir no País, o que significa arrecadar mais em detrimento de investimentos necessários para garantir escala e maior competitividade.

Por tudo isso, a ABIMAQ vem buscando interlocução com o novo governo, mostrando a real situação do setor de bens de capital e alertando que antes da abertura de mercado é preciso atacar os fatores que penalizam a produção nacional.

Sem esse cuidado, nosso parque fabril estará ameaçado de sucateamento, com todas as mazelas daí decorrentes em termos de mais desemprego e menos oportunidades de desenvolvimento.

Fonte: MG Comunicação

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03 - Motivos para não tributar as matérias-primas e, portanto, refugar o IVA


Shotoku Yamamoto, diretor da Sky Corte Laser e diretor conselheiro da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

Dentro da teoria microeconômica, um dos conceitos mais importantes é, sem dúvida, o conceito de elasticidade-preço da procura, criado por Alfred Marshall (1842 – 1924) que mede a sensibilidade dos consumidores diante das variações nos preços dos bens ou serviços. Quando ocorre uma mudança no preço, os consumidores reagem com diferentes intensidades, ou porque não querem ou porque não conseguem. Trata-se de um conceito muito importante porque, dependendo da intensidade das reações dos consumidores, o tamanho do mercado, medido em unidades monetárias, pode aumentar ou diminuir. Por exemplo, se o preço de um bem aumentar em 5% e os consumidores reagirem diminuindo a demanda em apenas 1%, evidentemente a dimensão do mercado ficará maior, ou seja, o dispêndio monetário total dos consumidores aumentará com a compra daquele produto. Todos os bens e serviços disponibilizados no mercado podem ser classificados em duas categorias, calculando-se o coeficiente de elasticidade-preço da procura (E) pela seguinte fórmula:

E = Variação % na quantidade procurada / Variação % no preço

Este coeficiente, repetindo, apresenta duas dimensões importantes:

1. Procura elástica – quando o coeficiente for maior que l (um), neste caso qualquer aumento no preço resultará em diminuição no tamanho do mercado e, qualquer diminuição no preço, aumento do mercado, medido em unidades monetárias.

2. Procura inelástica – quando o coeficiente for menor que 1 (um). Neste caso, evidentemente, o efeito será oposto, o mercado cresce com aumento no preço e diminui com a diminuição no preço, tudo em números relativos.

Portanto, classificar a procura de um produto em elástica ou inelástica é fundamental para, além dos empresários, principalmente àqueles que tomam a decisão de legislar sobre tributação. Para tanto, basta analisar os fatores que influenciam a elasticidade demanda do produto ou serviço, quais sejam:

1. Disponibilidade de bens substitutos para o produto em análise. É claro que quando o produto em questão dispõe de substitutos, os consumidores conseguem reagir a um aumento no preço, passando a procurar um bem substituto e, analogamente, quando o preço diminui, os consumidores de outros produtos substitutos serão atraídos para o mercado do produto, cujo preço diminui.

2. O preço unitário do bem em relação à renda dos consumidores, ou dos tomadores de decisão de compra do produto. Quando o preço unitário é baixo, os consumidores, mesmo que tenha substituto, podem não querer reagir porque um aumento no preço de um produto barato representa pouco dinheiro e, por isso, o tomador de decisão de compra tende a não reagir. O exemplo clássico de produto que tem procura altamente inelástica é o sal de cozinha; além de não ter substituto, o preço unitário de compra é muito baixo. O açúcar refinado, embora tenha substituto, a procura também é inelástica, exatamente, porque o preço unitário é baixo.

Analisando estes dois fatores é possível classificar a procura de todos os bens e serviços em elástica ou inelástica. Um bem cuja procura é inquestionavelmente elástica é o automóvel porque, além de possuir bons substitutos, trata-se de um produto cujo preço é muito alto. As passagens aéreas e diárias de hotéis também são exemplos de serviços de procura elástica. Quando se analisa o preço do bem em relação a renda dos consumidores, ou dos tomadores de decisão de compra, um aspecto importantíssimo é analisar o preço unitário de compra. Quando uma indústria, por exemplo, utiliza o sal como insumo industrial, o preço deixa de ser um fator irrelevante, porque o preço unitário passa a ser por tonelada e, por isso mesmo, deixa de ser um produto de procura inelástica. Portanto, no mercado de atacado, todos os bens e serviços apresentam procura elástica; todas as vezes que o preço diminui, a demanda aumenta mais que proporcionalmente a redução no preço, aumentado a produção, gerando mais empregos, rendas e impostos.

Para finalizar, a conclusão que se pode tirar deste conceito é que aqueles que tem o poder de legislar sobre impostos nunca, jamais, devem tributar as matérias-primas e produtos intermediários nas cadeias produtivas. Por exemplo, o IPI é, entre outros, sem dúvida nenhuma, o imposto mais irracional que pode existir, só é admissível como imposto seletivo para alguns produtos prejudiciais à saúde. O tão defendido IVA também deve ser contestado porque tributa a produção, onde todos os insumos apresentam procura elástica, além do que, a finalidade da produção é melhorar o padrão de vida da sociedade. 

Os impostos indiretos devem tributar o consumo de bens e serviços de procura inelástica. Este mesmo conceito é aplicado na teoria da formação de estratégia de política de preços das empresas, neste caso o conceito passa a ser elasticidade-preço da procura de uma marca do produto.

Fonte: Diário do Comércio – MG, Dia a Dia MG Comunicação

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04 - Ribeirão Preto dá show de marketing


A verdadeira Califórnia norte-americana produz vinhos de excelência mundial que rivalizam com similares franceses. Ribeirão Preto, a Califórnia brasileira, é conhecida nos quatro cantos do País pela excelência do chope servido no seu bar mais famoso, o Pinguim. A Califórnia dos Estudos Unidos assistiu na segunda metade do século passado à lendária corrida do ouro, celebrizada em romances e filmes de Hollywood. Tem praias frequentadas por turistas do mundo inteiro, a monumental ponte pensil Golden Gate e sólo tão frágil que está permanentemente ameaçado por erosão. A Califórnia tupiniquim, mais ensolarada que a do Hemisfério Norte, tem o chão tão firme que acolhe canaviais a perder de vista. Simboliza corrida do ouro em tempo presente, Brasil rural que evolui com novas tecnologias. É sede de uma das regiões que mais crescem no Estado de São Paulo. São 84 municípios que somam três milhões de habitantes. Responde por 33% do álcool e 29% do açúcar produzidos no País.

Ribeirão Preto transpira riqueza e progresso. Expõe-se por inteiro ao motorista de primeira viagem que a avista do alto pela bem-conservada Via Anhanguera -- rodovia que liga a cidade a São Paulo e ao Sul de Minas Gerais. À noite, o cenário é deslumbrante. Vê-se o Município iluminado de ponta a ponta, de Norte a Sul, Leste a Oeste. Já no Centro Urbano identifica-se no aglomerado de edifícios o histórico Teatro D. Pedro II, construído pelos barões do café numa época em que esse fruto era propulsor da economia local.
Quase 500 mil pessoas moram em Ribeirão Preto, quarta praça financeira do País em compensação de cheques. Com PIB (Produto Interno Bruto) calculado em US$ 3,1 bilhões, abriga três universidades e dos centros universitários. O destaque é um campus da USP (Universidade de São Paulo).

Prova de que Ribeirão Preto tem solo fértil não apenas para canaviais foi dada no mês passado, com a realização da 7ª Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação). Realizada durante uma semana na Fazenda Experimental da Secretaria Estadual da Agricultura, a feira foi superlativa. Fechou negócios que somam quase R$ 1 bilhão, recebeu mais de 120 mil visitantes -- agricultores e pecuaristas de todo o País -- e lançou a idéia da criação do Instituto de Desenvolvimento Agrícola, cujo objetivo é abastecer de informações a bancada ruralista do Congresso Nacional.

Ribeirão deu show de marketing durante a Agrishow. Num mesmo evento estimulou negócios e parcerias, disseminou novos conhecimentos e tecnologias e arrebanhou força política. Poucas cidades brasileiras teriam condições de dar tamanha ressonância a uma feira. O Grande ABC, que nem mesmo nos anos dourados da indústria conseguiu emplacar feira de negócios, tem muito o que aprender com Ribeirão Preto em marketing. A começar pelo fato de a cidade do Interior de São Paulo tornar-se parada obrigatória para quem trafega pela Via Anhanguera, na rota São Paulo -- Minas Gerais, simplesmente por ter transformado em mito o chope servido pelo Pinguim, hoje com quatro endereços. Entre os anos 60 e início dos 80 a Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, à margem da Via Anchieta, era ponto de encontro obrigatório de turistas de várias partes do Estado que se dirigiam à Baixada Santista. Milhares de pessoas superlotavam restaurantes como São Judas e São Francisco ávidas por se fartar com o prato trazido ao Brasil pelos imigrantes italianos. Incompetente no marketing, São Bernardo deixou que a Rota do Frango com Polenta praticamente sumisse do mapa. Da mesma forma que não sabe gerar pólo de negócios, lazer e diversão sediando a maior concentração de motéis no sistema Anchieta/Imigrantes.

Uma particularidade da Agrishow dá toque de ironia na relação Grande ABC, empreendimentos --, negócios e eventos. O presidente da feira agropecuária de Ribeirão Preto é o engenheiro mecânico Sérgio Magalhães, um dos muitos empresários que embarcaram na onda da evasão industrial que marcou o Grande ABC a partir da segunda metade da década passada. Sócio-diretor da Enaplic, fabricante de fornos para a indústria cerâmica que conta com 120 funcionários, mantém apenas escritório de representação comercial em São Caetano. Magalhães transferiu a produção industrial da empresa em 1995 para Mogi Mirim, na Grande Campinas. Presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) por duas vezes -- seis anos consecutivos --, Magalhães driblou o elevado Custo ABC da época com benefícios oferecidos pela cidade do Interior.

Até helicóptero -- Inspirada na Farm Progress Show (Fazenda Progresso Show), feira realizada seis vezes por ano em diferentes regiões dos Estados Unidos, a Agrishow é um dos mais expressivos símbolos do progresso de Ribeirão Preto. Na primeira edição, sete anos atrás, o evento reuniu apenas 68 expositores e atraiu pouco mais de 10 mil visitantes. No ano passado foram 350 expositores e 102 mil visitantes. Em maio de 2000 extrapolou, com 400 expositores, 10% estrangeiros. Itália e Argentina estiveram presentes com megaestandes nos quais expuseram seus principais empreendimentos em agribusiness. Vendeu-se de tudo na feira: de sementes desenvolvidas pela biogenética a tratores e máquinas colheitadeiras de última geração, de souvenirs com grifes de fabricantes como a New Holland (fábrica de tratores da Fiat) a helicópteros.

Mesmo distante do mundo rural, o Grande ABC esteve presente na Agrishow com nove expositores. Bridgestone Firestone e Pirelli apresentaram pneus para tratores e colheitadeiras. Ford e General Motors expuseram linhas completas de caminhões e picapes, com ênfase para uso na agricultura e pecuária. A Scania aproveitou para lançar o novo motor D12 industrial. A Corr Plastik, de Diadema, exibiu tubos e conexões em PVC para irrigação, poços profundos, obras de infra-estrutura, sistemas de telefonia e eletrodutos. A Dana Albarus, com três unidades na região, expôs cardans agrícolas, filtros de ar, combustível e óleo, anéis de pistão e componentes de suspensão, entre outros produtos. A Mannesmann Rexroth, de Diadema, especializada em automação, lançou válvulas compacto control. Um tanque horizontal para pulverização foi o produto apresentado pela Resiplastic, de Mauá.

Com pavilhão dedicado à difusão tecnológica patrocinado pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão do governo de São Paulo, a Agrishow foi uma mostra do que será o setor agropecuário -- cada vez mais automatizado e plugado na Internet. Estandes de sites da rede mundial de computadores que oferecem de e-commerce a todo tipo de serviços informativos e suportes estratégicos. Foram listados entre os mais visitados da feira. Numa área de 200 hectares, agropecuaristas puderam testar eficiência de máquinas e equipamentos na preparação do solo, plantio direto, fenação e colheita. No design de tratores e colheitadeiras transparecerem sinais dos novos tempos: máquinas com traços modernos e sofisticados dispositivos de conforto.

A Agrishow mexeu tanto com a vida de Ribeirão Preto que o principal jornal local, A Cidade, estampou em manchetes conflitos envolvendo o governo federal e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). O governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira, visitou a feira e recebeu carta de agricultores de Ribeirão Preto que possuem fazendas em seu Estado e enfrentam problemas com sem-terras. "As invasões, principalmente de propriedades rurais, é fator inibidor de investimentos nesse Estado. Somente Vossa Excelência pode fazer cumprir a determinação da lei na reintegração de posse e na ordem pública, amenizando em muito esse problema" -- relata o documento.

Ribeirão Preto é, aos 144 anos, o maior centro de consumo do Nordeste do Estado de São Paulo, para onde convergem moradores de municípios vizinhos do porte de São Carlos, Araraquara, Pirassununga, Leme, Araras, Sertãozinho e Franca, entre outros. Reúne 14 mil lojas comerciais, 1.250 indústrias e mais de 20 mil prestadores de serviços. Com alto padrão de qualidade de vida, destaca-se por abrigar um médico para cada grupo de 160 habitantes -- número que supera a exigência mínima da Organização Mundial da Saúde, que é de 12,6 médicos para cada grupo de 10 mil moradores.

Fonte: Capital Social

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Comércio Internacional

01 - EUA e China não alcançam acordo comercial, mas abrem espaço para novas consultas


Os Estados Unidos e a China publicaram comunicados ressaltando que questões "comerciais" e "estruturais" foram discutidas na série de reuniões conduzidas entre delegações dos dois países de segunda-feira a quarta-feira, em Pequim. Nenhuma das partes, contudo, apresentou conclusões definitivas ou acordos específicos, limitando-se a dizer que permanecerão em contato para definir os próximos passos.

Enquanto a nota publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), traz explicitamente que as discussões abordaram as reclamações contra práticas chinesas como transferências forçadas de tecnologia, proteção de direitos de propriedade intelectual, barreiras não tarifárias, intrusões cibernéticas e roubo cibernético de segredos comerciais, o texto de Pequim se limitou a citar "trocas extensivas, aprofundadas e meticulosas sobre questões comerciais e estruturais de preocupação mútua".

O comunicado americano fala ainda que os setores de serviços e agricultura na China fizeram parte das tratativas. "As conversas também focaram no comprometimento da China de comprar uma quantidade substancial de bens agrícolas, de energia e manufaturados e outros produtos e serviços dos Estados Unidos", afirma o USTR. "As autoridades dos Estados Unidos transmitiram o comprometimento do Presidente Trump em abordar o nosso persistente déficit comercial e resolver questões estruturais deforma a aprimorar o comércio entre os nossos países.

"Para Pequim, as conversas "construíram a base para resolver preocupações mútuas". Questionado na entrevista coletiva diária do Ministério do Comércio da China (Mofcom) sobre a postura do país em relação à citação de Washington a temas como transferências de tecnologia e propriedade intelectual, o porta-voz Gao Feng limitou-se a confirmar que "questões estruturais" são uma "parte importante" das consultas bilaterais.

Diante de uma pergunta sobre a possibilidade de o vice-premiê chinês, Liu He, visitar os EUA durante as negociações, Gao também se esquivou de uma resposta direta ao afirmar apenas que os dois lados estão mantendo "laços estreitos" sobre as "próximas" consultas econômicas e comerciais sino-americanas.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - China promete mais cortes de impostos para indústria manufatureira


A China prometeu reduzir impostos e outras taxas que incidem sobre a indústria manufatureira, em sua última tentativa de reduzir a carga financeira de empresas locais em dificuldades e impulsionar a economia, segundo a emissora de TV estatal CCTV.O governo chinês irá encorajar governos locais a reduzir os custos de empresas, de acordo com o ministro da Indústria e Tecnologia da Informação, Miao Wei. Além disso, ele reiterou o compromisso de Pequim de seguir diante com reformas voltadas para os mercados.

Ontem, o gabinete chinês anunciou uma série de medidas similares para pequenas empresas, que deverão aliviar sua carga tributária anual em cerca de 200 bilhões de yuans.Miao também afirmou que a China vai começar a emitir licenças temporárias 5G de telefonia móvel em várias cidades este ano, permitindo o uso da tecnologia em áreas como educação e saúde.


Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - Preços ao consumidor voltam a subir e IGP-M tem alta de 0,03% na 1ª prévia de janeiro, diz FGV


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,03 por cento na primeira leitura de janeiro, depois de ter recuado 1,16 por cento no mesmo período do mês anterior, com a retomada da alta dos preços ao consumidor e queda menor no atacado.

Os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira mostraram que, na primeira prévia de janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,13 por cento, contra queda de 1,70 por cento no mesmo período de dezembro. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral.

A desaceleração da queda do índice de Matérias-Primas Brutas, que passou a recuar 0,20 por cento, de uma deflação de 2,53 por cento antes, teve destaque na movimentação do IPA. Vale ressaltar o comportamento dos itens minério de ferro, soja e cana-de-açúcar. Os preços ao consumidor subiram, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, avançou 0,38 por cento no período, após queda de 0,16 por cento na primeira prévia de dezembro.

No levantamento atual, o grupo Alimentação que passou a subir 0,71 por cento, ante queda de 0,03 por cento em dezembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou a alta a 0,27 por cento, depois de avançar 0,06 por cento na primeira prévia de dezembro. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Fonte: Reuters

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02 - Percentual de endividados cai a 59,8%


As famílias com dívidas – não necessariamente em atraso – eram 59,8% em dezembro de 2018, abaixo dos 60,3% de novembro e dos 62,2% de dezembro de 2017, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Já os inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, somaram 22,8% em dezembro de 2018, abaixo dos 25,7% de dezembro de 2017. Das famílias com contas em atraso, 78,1% estão comprometidas com faturas de cartões de crédito.

Outro indicador em queda foi o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ou contas: de 9,7% em dezembro de 2017 e 9,5% em novembro de 2018 para 9,2% em dezembro de 2018. A proporção das famílias que disseram estar muito endividadas recuou de 12,8% para 12,4% em dezembro.

Fonte: Agência Brasil

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03 - IPC-Fipe tem alta de 0,06% na 1ª quadrissemana de janeiro


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo iniciou o ano com variação positiva de 0,06 por cento na primeira quadrissemana de janeiro, depois de ter fechado dezembro com alta de 0,09 por cento, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Fonte: Reuters

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04 - Guedes vai propor reforma mais dura, já com sistema de capitalização


A visão da equipe econômica de uma reforma da Previdência mais duradoura e de longo prazo deve prevalecer na versão que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana. Essa foi a indicação dada pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que se reuniram na terça-feira, 8, na sede do antigo Ministério da Fazenda após uma série de desentendimentos entre as alas econômica e política do governo em torno da proposta que é considerada essencial para a sustentabilidade das contas públicas.
 
"Nosso objetivo é que não seja necessário falar sobre reforma da Previdência pelos próximos 20 anos", afirmou o ministro da Casa Civil. "É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente", disse Guedes. Na semana passada, o ministro da Economia já havia defendido uma proposta mais dura na reunião ministerial, comandada pelo presidente Jair Bolsonaro.Segundo os ministros, a ideia é enviar ao Congresso em fevereiro uma proposta única e robusta de reforma, com alterações nas atuais regras de aposentadoria no Brasil, mas também com a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda entrarão no mercado de trabalho. Na capitalização, o segurado contribui para uma conta individual, e o valor do benefício é calculado em cima dessas contribuições.

"Vai ser tudo junto", disse Guedes, que descartou qualquer "fatiamento" que signifique o envio de mais de uma proposta. Essa estratégia era criticada por técnicos da área econômica porque aumentaria o custo político de negociar várias votações com os parlamentares. Onyx também disse que tudo será tratado "no mesmo texto". Como mostraram o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), é possível incluir a criação do regime de capitalização na proposta já em tramitação no Congresso porque existem emendas à reforma de Temer que podem ser aproveitadas, o que pouparia tempo de tramitação. 

Atritos

Bolsonaro ainda vai bater o martelo sobre o desenho final, e a equipe econômica ainda terá de convencê-lo de que o Congresso Nacional é capaz de digerir a proposta de uma reforma mais dura e de longo prazo. Onyx ressaltou que a ideia é conciliar parâmetros técnicos com uma reforma que tenha "bom trânsito" no Parlamento. Na semana passada, o presidente havia acenado com uma proposta mais "light", chegando a idades mínimas de 57 anos para mulheres e 62 anos para homens ao fim de seu mandato, sem previsão de novas elevações no futuro. Isso gerou apreensão entre economistas, uma vez que não representaria uma solução definitiva para o grave desequilíbrio nas finanças.

A fixação da idade mínima e a regra de transição para se chegar a essa idade ainda são pontos de atrito entre a equipe econômica e a ala política. A inclusão dos militares na reforma também é alvo de divergência. Apesar da sinalização de uma reforma mais robusta, os ministros não deram detalhes, na terça, sobre as regras para idade mínima e para o período de transição para quem já está mais próximo de se aposentar. Paulo Guedes indicou apenas que a transição deve ter a "mesma profundidade" da proposta que está no Congresso - que prevê um período de 20 anos para o processo de aperto das regras.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Industria

01 - PATs da Baixada Santista oferecem mais de 40 vagas de emprego


O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de São Vicente, no litoral de São Paulo, oferece 34 oportunidades de emprego para diversos níveis de escolaridade. Todos os cargos exigem que o candidato tenha experiência anterior e há oportunidade para pessoa com deficiência.

Os interessados devem comparecer à agência da cidade, na Avenida Capitão-mor Aguiar, 695, no Centro, ou na sede da Área Continental, na Avenida Deputado Ulisses Guimarães, 211, no Jardim Rio Branco. O candidato precisar levar o RG, CPF, Carteira de Trabalho, número do PIS e comprovante de residência.

O PAT de Bertioga está com vagas de emprego para porteiro, auxiliar de limpeza, copeiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de garçom, auxiliar de manutenção predial, vendedor de crédito e vendedor varejista.

Os interessados devem comparecer ao Espaço Cidadão Centro, na Avenida Anchieta, 392, com a Carteira de trabalho, PIS, RG e CPF, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

Fonte: G1

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02 - Medo do desemprego cai e aumenta a 'satisfação com a vida', diz pesquisa da CNI


O medo do desemprego recuou entre setembro e dezembro do ano passado, ao mesmo tempo em que a "satisfação com a vida" aumentou, informou nesta quinta-feira (10) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa, encomendada pela entidade, ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 29 de novembro e 2 de dezembro do ano passado.

De acordo com a CNI, o chamado índice de medo do desemprego caiu 65,7 pontos, em setembro de 2018 para 55 pontos no último mês do último ano.

Quanto mais baixo o indicador, menor é o medo do desemprego. A queda de 10,7 pontos é a maior desde maio de 1996. Mesmo assim, o indicador continua acima da média histórica, que é de 49,8 pontos.

A CNI avaliou que o resultado positivo reflete o otimismo e a confiança que a maioria da população deposita no novo governo e também a percepção crescente de superação da crise econômica.

"O otimismo aumentou, mas não podemos esquecer que a retomada da economia se mostra muito lenta e o desemprego continua elevado", afirmou o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.

Para ele, a queda do medo do desemprego ajudará a incrementar o consumo e, consequentemente, a produção.

Por regiões

De acordo com a pesquisa, entre setembro e dezembro do ano passado, o medo do desemprego recuou em todas regiões do país.

A queda foi maior no Sul, onde o indicador caiu 16,9 pontos e passou de 62,7 pontos em setembro para 45,8 pontos em dezembro. A menor queda, de 8,3 pontos, foi registrada no Sudeste. Naquela região, o medo do desemprego diminuiu de 64 pontos em setembro para 55,8 pontos em dezembro, informou a entidade.

Satisfação com a vida

A pesquisa da CNI mostra que a satisfação com a vida também melhorou. O indicador subiu 2,7 pontos de setembro para dezembro, atingindo 68,6 pontos no fim do ano passado. Nesse caso, quanto mais alto é o indicador, maior é a "satisfação com a vida". De acordo com a entidade, o crescimento de 2,7 pontos foi o maior desde maio de 1999.

A satisfação com a vida aumentou, sobretudo, na região Sul, onde o indicador subiu 3,6 pontos e passou de 66,2 pontos em setembro para 69,8 pontos em dezembro. No Nordeste, a alta foi de 3 pontos e o indicador alcançou 69 pontos no mês passado, informou a entidade.

Fonte: G1

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Setor

01 - Importados devem avançar 33% neste ano


Para 2019, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) estima emplacar 50 mil unidades, avanço de 33% sobre o resultado do ano passado. “Estamos otimistas para o ano, embora seja uma previsão difícil. Trabalhamos com o dólar em um patamar de R$ 3,75 e, se tivermos essa estabilidade, podemos alcançar a meta”, declarou o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (09). A previsão leva em conta apenas as 16 marcas filiadas à entidade.

O dirigente também declarou que a projeção passa por uma expectativa positiva em relação à gestão de Jair Bolsonaro. “Acreditamos que o governo vai fazer um bom trabalho, mas ainda é muito cedo. Vamos aguardar mais medidas e informações para seguir moldando as projeções”, conta Gandini. “Ainda é difícil entender o que vai ser feito.” Resultados de 2018 A Abeifa fechou o ano passado com alta de 26,3% nos licenciamento em relação a 2017, quando foram vendidas 29 mil unidades importadas. O resultado ficou um pouco abaixo das projeções da entidade. “Com o fim do Inovar-Auto, sonhávamos com um ano maravilhoso, mas a instabilidade do dólar anulou o fim dos 30 pontos percentuais adicionais no IPI e não conseguimos atingir 40 mil veículos”, disse Gandini.


Fonte: Reuters

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02 - Petrobras reduz preço da gasolina em 1,38% nas refinarias


A Petrobras anunciou hoje (8) uma redução de 1,38% no preço da gasolina vendida em suas refinarias. O litro do combustível passará a ser comercializado a R$ 1,4337 a partir de amanhã (9), dois centavos a menos do que o preço praticado hoje (R$ 1,4537).

Essa é a terceira queda consecutiva do preço do combustível, que começou o ano sendo vendido a R$ 1,5087 por litro. Desde o dia 1º, a gasolina acumula queda de 4,97% no preço nas refinarias da estatal.

O preço do diesel foi mantido em R$ 1,8545, o mesmo valor desde 1º de janeiro.

Fonte: DCI

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