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Edição 10020 de 12/04/2019

Destaque

01 - Para empresários, desoneração da folha melhora competitividade


Executivos de diferentes setores avaliam que a desoneração total da folha de pagamentos, um dos itens da reforma tributária proposta pelo governo, vai ajudar a melhorar a competitividade da indústria nacional e gerar mais empregos, além de acabar com mais uma "jabuticaba" que existe apenas no Brasil.

"Em nenhum outro país existe esse tipo de tributação", afirma João Carlos Marchesan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). "Acabar com essa tributação é muito importante, pois ajuda a melhorar nossa competitividade, a reduzir parte do custo Brasil e acaba com mais essa jabuticaba."Marchesan calcula redução de 4% nos custos do setor, corte importante quando se fala em abertura da economia. A indústria de máquinas emprega 120 mil funcionários diretos e a medida vai ajudar a gerar mais vagas e a destravar investimentos.

"A medida deve alavancar negócios, gerar atividades e empregos", diz Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados). O setor emprega 285 mil trabalhadores diretos e está estagnado. "Temos forte viés exportador e a desoneração trará mais oportunidades para competirmos lá fora", diz. Segundo ele, a medida pode reduzir os custos do setor em 7%.

Para o vice-presidente da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, a medida "é altamente positiva" mas, como ocorre num momento de ajuste fiscal, há dúvidas se será uma desoneração real da folha ou se haverá realocação de tributos.

Golfarb diz que "o custo do trabalho no País é muito alto" e a medida, se confirmada, vai facilitar para o empresário o tema das contratações. "Muitas vezes a empresa retarda a decisão de investimento local porque o custo da mão de obra é alto. "Segundo o Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, a ideia é a desoneração total e permanente da folha de pagamentos. Será para os todos os setores, diferente da adotada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011, que permitiu a substituição da alíquota de 20% sobre a folha de salários por desconto de 2,5% sobre o faturamento.

"A desoneração é um modelo já testado no passado e que deu bons resultados", diz Klein, da Abicalçados. Marchesan, da ABIMAQ, acrescenta que, para promover a abertura é preciso corrigir as assimetrias brasileiras em relação aos demais países. Para isso é preciso também promover a reforma tributária, reduzir juros e melhorar a logística.

Reforma ampla

O gerente de políticas fiscal e tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Carraro Telles, diz ver "com bons olhos" as propostas adiantadas ao jornal O Estado de S. Paulo por Marcos Cintra na quarta-feira.

A ideia de começar a unificação pelos tributos federais foi bem avaliada, embora não diminua a importância de prosseguir com a reforma para incluir o ICMS (principal tributo estadual) e o ISS (municipal)."Tecnicamente, se os tributos forem construídos de forma semelhante, não vemos problemas", afirma Telles.

Ainda assim, ele reafirma que a posição da CNI é por uma reforma ampla. Isso porque o ICMS é considerado o "pior tributo" pelos empresários da indústria, como foi constatado em recente pesquisa de opinião feita pela entidade com industriais. "Fazer a unificação no âmbito federal é muito positivo, mas não envolve o tributo mais importante", afirma Telles.

Fonte: Agência Estado, O Estado de São Paulo, DCI, Folha da Região, Jornal de Brasília, Tribuna do Interior, A Crítica, Estado de Minas, Correio do Papagaio, Tribuna do Paraná, Metrô News, A Tarde, Diário do Grande ABC, Diário de Pernambuco, Diário do Norde

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02 - Entidade rejeita mudança em regras para importação de bens de capital


Eventuais mudanças nos critérios de isenção tarifária para produtos sem equivalente nacional, os chamados ex-tarifários, foram criticadas na quinta-feira (11) em audiência pública na Câmara dos Deputados. Atualmente, a análise se concentra em aspectos técnicos, mas a ideia do governo é passar a considerar também os preços e os prazos de entrega dos itens.

O debate na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços foi proposto pelos deputados do PT Zé Neto (BA) e José Ricardo (AM). Eles foram motivados pela recente publicação de duas portarias do Ministério da Economia que zeraram até 2020 as alíquotas do Imposto de Importação de 35 produtos de informática e de 500 bens de capital (Portarias 219 e 220, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais).

"Essas reduções tarifárias têm efeito dual, sendo potencialmente nocivas para as indústrias nacionais à medida que criam desincentivo para investimento em novos produtos e ao mesmo tempo potencialmente positivas para indústrias de transformação, uma vez que podem gerar redução de custos, com consequentes ganhos de competitividade", afirmam os deputados.

Queixas e críticas

Durante o debate, o representante do Ministério da Economia Tólio Ribeiro disse que os ex-tarifários ajudam a reduzir os custos de investimento, aumentam a competitividade de produtos brasileiros e estimulam a incorporação de novas tecnologias.

Tólio Ribeiro defendeu a atuação do governo nessa área, já que, ao longo dos últimos cinco anos, foram raros os casos que foram parar na Justiça. "De 20 mil processos, eu me manifestei sobre 15. Significa o quê? Que está redondo", disse. "Se a coisa fosse esquisita, eu teria que me manifestar muito mais, teria gritaria a todo momento."

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso Dias Cardoso, disse que atualmente em 93% dos casos não há questionamento sobre o enquadramento de ex-tarifários, já que não há similar nacional. Caso preço e prazo se tornem critérios de análise, avaliou ele, parte dos processos restantes poderia ser alvo de críticas.

A queixa da ABIMAQ é que, ao produzir uma máquina, uma empresa brasileira pode utilizar componentes estrangeiros e paga Imposto de Importação por isso - o que seria injusto em uma eventual comparação de preço. Além disso, há casos em que o pedido de enquadramento como ex-tarifário acontece quando o bem importado já está na alfândega, para pronta entrega.

"Na hora em que for ver preço com preço, é uma máquina nacional cheia de imposto com outra importada sem imposto", criticou o presidente-executivo da ABIMAQ. "Isso não é possível, são duas coisas incomparáveis."

Comércio exterior

Os deputados Zé Neto e José Ricardo também defenderam na audiência a adoção de políticas públicas que estimulem o comércio exterior e o financiamento do setor. O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) lembrou que as exportações brasileiras equivalem atualmente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB), menos da metade da média mundial (25%), com reflexos na taxa de crescimento da economia nacional.

Representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) também participaram do debate na Câmara.

Fonte: Agência Câmara Notícias, Contabilidade TV, Blog do Take

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03 - ABIMAQ reúne empresas de óleo e gás em evento no RJ


A ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) realizará a 5ª Edição da Rodada de Negócios no dia 26 de abril, no Centro do Rio de Janeiro. O evento promoverá encontros entre empresas âncoras do mercado de petróleo e gás para fomentar as negociações entre as companhias do setor na indústria brasileira. Interessados em participar devem se inscrever no site até sexta-feira (12).

O evento será realizado de 13h30 às 18h com a seguinte programação: às 13h30, credenciamento e recepção dos fornecedores; às 14h, abertura com apresentação das compradoras e patrocinadores; e às 15h, rodada de negócios. Para associados da ABIMAQ, a edição será totalmente gratuita. Para não associados, é cobrado um valor de R$ 250,00 na inscrição.

Saiba quais são os principais assuntos ligados ao mercado de petróleo, gás, energias, gasolina, combustíveis, Petrobras, onshore e offshore. Lembre-se: seu negócio passa por aqui! Confira em: www.panoramaoffshore.com.br, www.facebook.com/panoramaoffshore e Instagram @panoramaoffshore.


Fonte: Cimm, Panorama Offshore

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04 - ABIMAQ espera alta de 5% na receita


Após quatro anos consecutivos de queda no faturamento, a indústria de máquinas e equipamentos, representada pela Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), prevê crescimento de 5% na receita líquida neste ano, em um cenário otimista.

Segundo José Velloso, presidente executivo da entidade, a mesma proporção de crescimento pode ser esperada para o consumo aparente, que mede as vendas no mercado interno e as importações.

Ele pondera, no entanto, que isso não represente uma retomada significativa. "Hoje somos, em termos de receita, 50% do que fomos em 2013", afirma, destacando que uma expansão dessa ordem não compensa a queda dos últimos anos.

As melhores expectativas se concentram no segmento de máquinas agrícolas, com previsão de alta de 15% no faturamento. Bens de capital para infraestrutura e para a indústria de óleo e gás, destaca, estão entre as mais impactadas.

Nem mesmo a expectativa de leilões de infraestrutura neste ano traz alívio às projeções da entidade, isso porque a ABIMAQ não espera que certames como o dos quatro aeroportos marcados para março, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), resultem em encomendas de máquinas novas antes de 2018.

Apenas no ano passado, os fabricantes de bens de capital mecânicos sofreram com uma queda de 24,3% na comparação com 2015 - a receita líquida total somou R$ 66,25 bilhões. Em dezembro, a redução foi de 6,6% na comparação anual, para R$ 5,2 bilhões.

Fonte: Revista M&T, AEC WEB

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05 - Motores de máquinas agrícolas terão de ser 80% menos poluentes


Os fabricantes de máquinas agrícolas estão se adaptando para, a partir de janeiro do próximo ano, atenderem as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Os novos motores poderão gerar uma redução de pelo menos 80% na emissão de poluentes.

Para cumprir a determinação, fábricas deverão ter mais custos para ofertar ao mercado motores menos poluentes, o que deverá significar aumento de preços das máquinas para os produtores rurais.

De modo geral, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) calcula um aumento de 1,5 até 3% no custo de produção.

A mudança faz parte do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

O programa chamado MAR-1 (Máquinas Agrícolas Rodoviárias - fase 1) estabelece diretrizes, prazos e padrões legais de emissão pelos motores.

Uma das normas que começam a valer a partir do próximo ano diz respeito ao motor eletrônico. Nenhuma máquina acima de 100 cavalos vai poder sair da fábrica sem esta tecnologia.

Os clientes de cada fabricante devem acompanhar de perto as estratégias das empresas para o cumprimento das normas e o quanto isso influenciará nos preços finais dos produtos.

Uma possibilidade é negociar a aquisição de equipamentos que sejam produzidos antes de janeiro de 2017. Assim, o produtor poderá pegar ainda preços sem reajuste.

No próximo ano, os fabricantes poderão ainda comercializar - com os preços antigos - as máquinas produzidas em 2016 e que sobraram em estoque.

Posteriormente a este processo de adequação das máquinas acima de 100 cavalos, as normas do Proconve passarão a valer para os motores com até 100 cavalos.

Fonte: Cimm, AEC WEB

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06 - Consulta de PPBs é discutida durante audiência na Câmara


Durante audiência pública sobre a política brasileira de Comércio Exterior, realizada nesta quinta-feira (11) na Câmara dos Deputados, em Brasília, o superintendente da SUFRAMA, Alfredo Menezes, apresentou dados e propostas da Autarquia relacionadas ao Comércio Exterior, e aproveitou para falar do posicionamento da SUFRAMA em relação às mudanças nos Processos Produtivos Básicos (PPBs) para netbooks, notebooks e ultrabooks e para celulares, colocadas em consulta pública pelo governo nesta quarta-feira (10).

Um dos pontos centrais da discussão na audiência foram as portarias n° 219 - que altera para zero por cento as alíquotas do Imposto de Importação (II) incidentes sobre os Bens de Informática e Telecomunicação na condição de Ex-Tarifários - e n° 220 - que altera para zero por cento as alíquotas do II incidentes sobre os Bens de Capital na condição de Ex-Tarifários - ambas de 25 de fevereiro de 2019. Menezes informou que não existem consequências para a Zona Franca. "Não há impacto nos empregos e nas indústrias, uma vez que não há produção no Polo Industrial de Manaus dos produtos descritos nos Ex-Tarifários", afirmou.

O regime de Ex-Tarifário consiste na redução temporária da alíquota de importação de bens de capital (BK), de informática e telecomunicação (BIT), assim grafados na Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), mais especificamente de um destaque da posição, quando não houver a produção nacional equivalente.

Além dos esclarecimentos, o superintendente mostrou dados de exportação do Amazonas, disponíveis no portal de estatísticas de Comércio Exterior do Brasil. Em 2018 o Estado exportou US$ 678 milhões. Entre os principais produtos, estão a preparação para elaboração de bebidas (22%), motocicletas (21%) e facas, navalhas e aparelhos de barbear (11%). Já os principais destinos da exportação estão Argentina (27%), Colômbia (18%), Estados Unidos (5,5%), Bolívia (5,3%) e China (4,9%).

Menezes apresentou, ainda, propostas da SUFRAMA para os próximos dois anos em relação ao Comércio Exterior, que passam pela melhoria da Infraestrutura Logística de Transportes (Portos, Rodovias, Aeroportos e Hidrovias) da região Norte; a participação nas negociações internacionais para abertura de novos mercados; a interlocução com a iniciativa privada para identificação dos gargalos à exportação, com o objetivo de desburocratizar o processo; entre outras. "Tive a oportunidade de acompanhar o presidente da República em Israel, onde participei de alguns debates na parte de comércio buscando atrair negócios para a nossa área e consequência dessa viagem para nós será a ida de uma comitiva de empresários, técnicos, investidores e cientistas de Israel no mês de junho em Manaus", informou.

Audiência pública

A audiência pública foi uma iniciativa da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, proposta pelos deputados federais Zé Neto (PT/BA) e José Ricardo (PT/AM). Além de Menezes, participaram das discussões o diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior, da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Renato Agostinho; o coordenador geral de Serviços e Inovação, da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria e Comércio do Ministério da Economia, Tólio Ribeiro; o gerente de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fabrízio Sardelli; o presidente Executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Cardoso; e o gerente de Relações Governamentais da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Daniel Antunes.

PPBs

Comentando tema suscitado por outros participantes do evento, o superintendente apresentou o posicionamento da SUFRAMA acerca da consulta pública sobre alterações no PPB para netbooks, notebooks e ultrabooks e para celulares, motivadas pelas modificações na Lei de Informática provocadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). "A OMC fez um alerta ao Brasil, mas não foi diretamente para as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus, porque lá ela reconheceu que o incentivo dado pelo governo brasileiro na Lei de Informática é amparado pela Constituição Brasileira. Sobre essa consulta pública, já antecipamos o posicionamento de que a tabela apresentada, caso aprovada em sua totalidade - o que não será e por isso está em consulta pública - teria um impacto significativo no setor de componentes e perderíamos em torno de 5 mil empregos na indústria componentista", avaliou o superintendente.

Fonte: O Povo de Rondônia

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07 - Jair Alves preside câmara na ABIMAQ - Panorama Executivo


Presidente da TRANSLIFT Sistemas de Movimentação e Armazenagem, Jair Alves foi reeleito presidente para câmara setorial da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). No caso, ele permanece no comando da CSMAM, a Câmara Setorial de Equipamentos para Movimentação e Armazenagem de Materiais. O organismo sob sua liderança congrega fabricantes de empilhadeiras, transpaleteiras, guinchos, guindastes, rebocadores e sistemas afins. Engenheiro de produção, o empresário cumpre mandato até 2021. Confira o perfil do executivo no LinkedIn. Leia também: Giovanna Costa Netto ingressa na BBL como VP de vendas.

Fonte: Panorama Ececutivo

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Comércio Internacional

01 - Produção industrial da zona do euro cai menos do que o esperado em fevereiro


A produção industrial da zona do euro recuou em fevereiro, mas menos do que o esperado, já que o aumento na produção de energia registrado no início de 2019 se inverteu devido ao clima ameno.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou nesta sexta-feira que a produção nos 19 países que fazem uso do euro caiu 0,2 por cento em fevereiro e 0,3 por cento na comparação contra o ano anterior. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda mensal de 0,6 por cento e um recuo anual de 1 por cento.

Os números janeiro foram revisados para mostrar um aumento mensal de 1,9 por cento, ante 1,4 por cento, e um declínio na comparação anual de 0,7 por cento, de uma queda de 1,1 por cento informada antes. A produção de energia, principal responsável pelo aumento de janeiro, mostrou a maior queda em fevereiro, quando as temperaturas ficaram acima da média. De fato, todos os componentes da produção industrial diminuíram na comparação mensal, com exceção da produção de bens de consumo não duráveis. Esse componente, que inclui alimentos e roupas, aumentou 0,9 por cento em fevereiro, após um ganho de 2,1 por cento em janeiro.

Fonte: Reuters

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02 - Exportações da China em março se recuperam para máxima de 5 meses mas importações caem mais do que o esperado


As exportações da China se recuperaram em março mas as importações encolheram pelo quarto mês seguido e a um ritmo mais forte, indicando um cenário misto da economia conforme as negociações comerciais com os Estados Unidos avançam para um fim.

Investidores aguardam sinais de recuperação econômica na China para aliviar os temores sobre a desaceleração do crescimento global, mas observadores veteranos do país disseram que os ganhos em exportação podem se dever mais a fatores sazonais do que qualquer melhora na demanda global, já que a expectativa era de salto nos embarques após feriado em fevereiro.

AS exportações em março subiram 14,2 por cento sobre o ano anterior, mostraram dados da alfândega nesta sexta-feira, crescimento mais forte em cinco meses. Economistas consultados pela Reuters projetavam ganho de 7,3 por cento após queda de 20,8 por cento em fevereiro.

Os embarques aceleraram cerca de 3 por cento na comparação mensal, sugerindo alguma melhora na demanda externa, disse em nota Julian Evans-Pritchard, economista da Capital Economics. Mas ele afirmou que as exportações ainda não se recuperaram totalmente da forte desaceleração no final do ano passado.

Ampliando as preocupações, as importações da China caíram mais do que o esperado, sugerindo que a demanda doméstica permanece fraca.

As importações recuaram 7,6 por cento sobre o ano anterior, pior do que a expectativa de queda de 1,3 por cento e acima do recuo de 5,2 por cento em fevereiro.

Isso deixou o país com um superávit comercial de 32,64 bilhões de dólares no mês, de acordo com cálculos da Reuters com base nos dados oficiais, bem acima da expectativa de 7,05 bilhões de dólares. No primeiro trimestre, as exportações subiram 1,4 por cento sobre o ano anterior, enquanto as importações caíram 4,8 por cento.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Captações por empresas no mercado caem 9,85% no 1º trimestre, para R$ 66,8 bi


As captações realizadas por empresas no mercado local e externo caíram 9,85% no primeiro trimestre, para R$ 66,8 bilhões, de R$ 74,1 bilhões no mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Localmente, as companhias levantaram R$ 35,4 bilhões por meio da emissão de títulos de dívida, 16,7% abaixo do captado no mesmo intervalo de 2018. Com operações de renda variável, as empresas captaram R$ 5,1 bilhões, montante superior aos cerca de R$ 100 milhões no primeiro trimestre de 2018.No segmento renda fixa, as debêntures representaram o maior volume emitido, com R$ 14,9 bilhões em emissões, sendo R$ 10,6 bilhões de debêntures de infraestrutura. 

No primeiro trimestre de 2018, as companhias emitiram R$ 27,6 bilhões em debêntures, sendo R$ 22,9 bilhões em debêntures incentivadas. O total de debêntures emitidas no primeiro trimestre deste ano caiu 46% em relação ao mesmo intervalo de 2018, enquanto de incentivadas recuou 54%. As captações externas feitas por empresas cederam 29,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, de R$ 9,8 bilhões para R$ 6,9 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - Medidas só terão efeito na economia no médio prazo


Medidas voltadas para diminuição do Estado na economia e desburocratizar o ambiente de negócios só terão efeito no médio e longo prazos, de acordo com especialistas ouvidos por este jornal.

As ações fazem parte dos 18 projetos e decretos assinados ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), em comemoração aos 100 dias de mandato. O movimento condiz com a postura de redução da presença do Estado e corrobora o caminho da desburocratização na rotina das empresas no País.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho, alerta que a maior parte dos decretos só deve “fazer sentido” para o médio e longo prazo.

“Tudo isso tende a tornar o Estado mais eficiente e facilitar o investimento e o capital privado. Mas são fatores que vão ajudar somente quando o Brasil estiver pronto para crescer e isso só acontece na hora que o governo conseguir destravar a reforma da Previdência. Esse é o impulso”, explica. Dentre as medidas, estão decretos que darão maior autonomia e segurança jurídica para a atuação do Banco Central (BC), a extinção de cargos efetivos vagos na administração pública, a padronização na indicação de dirigentes de instituições financeiras e o chamado “Revogaço”, que revoga 250 decretos de gestões passadas considerados desnecessários. Mas sua efetividade ainda depende muito do Estado.

Fonte: DCI

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Industria

01 - Com queda disseminada, indústria terá mais um ano de crescimento pífio


Com a perda consistente do dinamismo da atividade industrial, de forma disseminada, o mercado já revisa para baixo a projeção de crescimento da indústria brasileira em 2019, para apenas 1%, com riscos para o investimento e a sustentabilidade do setor no médio e longo prazo. “Ao que tudo indica, a indústria não deve ter em 2019 um avanço maior do que no ano passado. 

Os sinais apontam para uma estagnação ou baixíssimo crescimento”, avalia o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin. Nesta quinta-feira (11), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB industrial em 2019, de 3% para 1,1%. O gerente-executivo de política econômica da entidade, Flávio Castelo Branco, ressalta que no médio e longo prazo, o crescimento da indústria só se sustenta se vier acompanhado de investimentos na atualização do parque produtivo, não só para se manter competitivo, mas também para gerar empregos. “O empresário só parte para um projeto novo se estiver confiante no futuro. A confiança melhorou no final de 2018, mas neste início de ano já demonstra recuo. As condições atuais não são boas, a indústria anda de lado”, esclarece.

De acordo com relatório conjuntural da CNI, a revisão do PIB da indústria acontece após o desempenho ruim, no início do ano, da indústria extrativa e de transformação, principalmente. Cagnin ressalta, porém, que um processo de recuperação consistente requer que todos os setores cresçam de forma disseminada e em todas as regiões. “Estamos perdendo dinamismo desde o início de 2018. O enfraquecimento é generalizado.”

Castelo Branco explica que o rompimento da barragem de Brumadinho (MG) e seus desdobramentos na produção do Estado, além da falta de competitividade da indústria de transformação, contribuíram para a revisão das projeções. “Mas de uma maneira geral, a queda é disseminada. Diferentes setores mostram um quadro de semiestagnação ou baixo crescimento.”

O economista do Iedi pontua que alguns setores crescem de forma tímida, apenas recompondo parte das perdas da crise, mas alguns dão sinais de retrocesso, como alimentos, têxtil e confecção, couro, entre outros, que são ramos prejudicados pela desaceleração do comércio internacional e pelo fraco mercado doméstico. “O peso do desemprego é muito forte nestes setores. Para esses ramos terem um pouco mais de fôlego, é preciso reduzir a taxa de desemprego, porque diante da fragilidade da criação de vagas nos últimos meses, a maioria com renda variável, isso dificulta o retorno do consumo aos níveis pré-crise, além do acesso mais amplo ao crédito.” 

Ambiente

Para o dirigente da CNI, as expectativas do mercado são muito sensíveis ao ambiente político. “O descompasso entre o Executivo e o Legislativo no início do ano repercutiu na confiança do empresário”, analisa Castelo Branco, acrescentando que a lentidão na aprovação da reforma da Previdência pode desestimular os investimentos e a tomada de risco.

No cenário externo, de onde poderia vir um fôlego adicional para a atividade industrial, o economista do Iedi lembra que há um quadro de desaceleração. “As exportações poderiam ser uma alavanca importante para a indústria, mas vemos desaquecimento sistemático, com avanço da tensão entre grandes potências como China e EUA”, pondera Cagnin.

Fonte: DCI

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02 - Pesquisa mostra que 59% dos executivos utilizam a contraproposta para reter profissionais; veja cuidados


A contraproposta, artifício usado pelas empresas para não perder profissionais para o mercado de trabalho, é utilizada sempre ou com bastante frequência por 59% dos executivos entrevistados, segundo pesquisa da Robert Half, recrutadora de cargos de média e alta gerência.

Outros 35% afirmam utilizá-la de vez em quando. Apenas 9% dizem não usar ou usar raramente o recurso. O estudo levou em consideração a opinião de 508 executivos.
De acordo com a pesquisa, os principais motivos que levam as empresas a lançarem mão da contraproposta são:

boa adaptação do profissional com a empresa e o time (54%)
desejo de manter o conhecimento dentro da organização (51%)
custo alto de substituir uma habilidade específica (39%)
Cenário otimista

A tendência é que o número de ofertas de contraproposta aumente, uma vez que a retomada do mercado de trabalho se confirme e as contratações acelerem, aumentando a competição por profissionais qualificados e o receio das empresas em perder seus principais talentos. Este é o cenário previsto pela 7ª edição do Índice de Confiança (ICRH), estudo trimestral conduzido pela Robert Half e que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro.

O ICRH atingiu 58,4 pontos em otimismo na perspectiva futura e 32,7 com relação ao momento atual, maiores índices da série histórica, sendo que valores acima de 50 pontos indicam agentes do mercado de trabalho confiantes.

Alertas

Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half, a contraproposta é uma medida emergencial com efeitos negativos para todos as partes. “A empresa contratante perde um profissional que ela dava como certo, enquanto o profissional tem sua situação financeira resolvida apenas no curto prazo, correndo o risco de ver retornar as insatisfações que o levaram a pedir demissão”, opina.

Para ele, em relação à empresa que oferece a contraproposta, “a mensagem que pode ficar é de que a organização só valoriza os colaboradores quando não há mais saída”.
Apesar de usada com frequência pelas empresas para reter os colaboradores, os especialistas da Robert Half alertam aos profissionais sobre as armadilhas ao aceitar uma contraproposta:

Ferramenta emergencial

Alguns empregadores ficam em dúvida quanto ao real comprometimento do empregado com a organização e usam a contraproposta como uma forma para ganhar tempo e segurar o profissional apenas enquanto buscam outra pessoa para a função.

Insatisfações podem voltar

Em geral, ao pedir demissão, o profissional tem insatisfações com a companhia que vão além da financeira, como relacionamento com a equipe, clima organizacional, modelo de trabalho, localização da empresa, entre outras. Pode ser que, momentaneamente, o aumento satisfaça, mas, com o passar do tempo, a remuneração maior não amenize as demais insatisfações.

Caro para o mercado

A tendência é que o salário de uma pessoa que aceitou uma contraproposta fique acima da média do mercado. Ou seja, pode ser um fator limitador para movimentações futuras.
Novos aumentos podem demorar

Ao aceitar uma contraproposta, existe a possibilidade de ficar um bom tempo sem aumento, já que houve uma elevação salarial que não estava no planejamento da companhia.
Reputação tende a ficar manchada

Não importa o que o atual empregador diga no momento da contraproposta, a imagem sempre será associada à de alguém que pode pedir demissão a qualquer momento. Com relação ao recrutador que recebeu a recusa, ele tende a avaliar você como um profissional motivado apenas por remuneração, sem valorizar plano de carreira, oportunidades de crescimento.

Cuidado com a lista de cortes

Após aceitar uma contraproposta, pode acontecer de o seu empregador ficar em dúvida sobre a lealdade com relação à companhia e, dentro desse contexto, considerar você na lista de profissionais a serem demitidos, caso haja necessidade.

Desvalorização do profissional

Se o benefício financeiro veio apenas porque o colaborador manifestou desejo de ir para o mercado, é possível que não seja da cultura da empresa investir em ações de retenção de talentos. É gratificante trabalhar em uma empresa que valoriza o colaborador enquanto ele está na função e não apenas quando ele pede demissão.

Fonte: G1

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Setor

01 - Setor de serviços recua 0,4% em fevereiro


O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,4 por cento em relação a janeiro e teve alta de 3,8 por cento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Fonte: Reuters

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