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Edição 10046 de 15/05/2019

Destaque

01 - Reforma tributária pode tramitar ainda este ano


Colocar para tramitar uma reforma tributária conforme a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência avança no Congresso é uma estratégia parlamentar "muito inteligente" para estimular a aprovação das mudanças na aposentadoria, na avaliação do deputado federal Baleia Rossi (MDB). O líder do partido na Câmara dos Deputados apresentou no início de abril uma PEC para alterar o sistema tributário brasileiro.

Para Rossi, a pauta é positiva e bem vista pela sociedade, o que poderia compensar o desgaste eleitoral dos parlamentares caso seja aprovada a reforma previdenciária, de menor apelo popular.

"Em estratégia parlamentar, seria muito inteligente, em ato contínuo, tocarmos a reforma tributária [após a da Previdência], uma que divide a sociedade, outra que une", disse Rossi durante evento promovido pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (Iree).

Ele armou que trabalha para a reforma da Previdência ser aprovada, com ajustes, mas admitiu que há dificuldades para a pauta avançar no Congresso. A ideia, segundo Rossi, é "fazer um balanço de uma pauta de maior desgaste com outra pauta positiva". "Isso até seria um facilitador para conseguirmos os 308 votos [de deputados federais] difíceis da reforma da Previdência", disse o parlamentar.

Rossi negou que uma tramitação conjunta possa atrapalhar a PEC das aposentadorias. "Não é verdade, as duas são fundamentais para o País. Não queremos que a reforma tributária seja usada para atrapalhar a da Previdência, mas entendo que, para o parlamento, é fundamental que a cada dois passos da reforma da Previdência, a gente dê um passo com a tributária."

O deputado reconhece, no entanto, que "não adianta correr" com as mudanças nos impostos, porque, segundo ele, há "um acordo político de não atropelar a reforma da Previdência".

Rossi disse que conversou com Felipe Francischini (PSL), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, e que um relator será designado para a PEC tributária até o final desta semana. Ainda não há um nome definido.

"Acredito que não vamos ter grandes diculdades de admissibilidade. Acho que superamos essa etapa em cerca de um mês. Aí, o presidente [da Câmara, Rodrigo] Maia já tem o compromisso de fazer a comissão especial, onde vamos discutir o mérito", armou Francischini.

Também não seria necessário, segundo Rossi, esperar a PEC da Previdência ser concluída na comissão especial para iniciar o debate tributário, mas é preciso que o texto das aposentadorias esteja em estágio avançado.

A base para o texto da reforma tributária defendida por Rossi é do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal) e encabeçada pelo economista Bernard Appy. A ideia central é substituir, em dez anos, cinco tributos que incidem sobre o consumo (ICMS, PIS/Cons, ISS e IPI) por um imposto único com alíquota estimada de 20%.

"A reforma da Previdência é necessária para se fazer o ajuste scal. Sem a reforma, o Brasil não cresce nem no seu potencial. O problema é que o potencial de crescimento do país hoje é muito baixo. O objetivo da reforma tributária é corrigir essas distorções que fazem com que o Brasil cresça muito aquém do que poderia", disse Appy no mesmo evento.

Com a proposta de unicação tributária, a questão dos benefícios concedidos na Zona Franca de Manaus deve surgir como um complicador no debate da comissão especial, apontou Rossi.

"Temos que estar preparados para essa discussão e pensar em alternativas para garantir a unicidade do imposto", disse.

O governo também trabalha para encaminhar sua proposta de reforma tributária, que trataria apenas da unificação dos impostos federais, por exemplo. Rossi diz estar em diálogo com o governo, mas arma haver ambiente político para a aprovação de mudanças mais ambiciosas. "Se o clima hoje no parlamento é mais favorável à reforma, por que não fazer uma reforma melhor e mais profunda?".

Com a última eleição, ele diz, o perl do parlamento se tornou mais favorável à pauta econômica, inclusive de caráter liberal. "Se nós conseguirmos superar a reforma da Previdência no começo do segundo semestre, não podemos perder a oportunidade de votar este ano a reforma tributária", disse.

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, ressaltou que o governo vai apoiar a reforma tributária do deputado Baleia Rossi (MDB), mas também vai enviar ao Congresso uma proposta só para tributos federais, "quando a reforma da Previdência caminhar um pouquinho mais".

Para ele, a reforma de Rossi é a que "mais empolga a sociedade", porque propõe a criação de um "grande IVA nacional", com a conjugação de tributos federais, estaduais e municipais. No entanto, o fato de a reforma envolver essas três esferas será um complicador nas discussões no Congresso.

"Essas diculdades políticas podem demorar a viabilizar (a reforma)", disse, em evento na Fiesp.

Para Cintra, a discussão da reforma de Rossi pode levar de três a quatro anos para amadurecer, em razão das dificuldades políticas. Além disso, armou que a proposta só seria suficiente para 10 anos. "Daqui a 10 anos teremos que fazer outra", armou, sem explicar as razões.

O secretário disse que o País não pode esperar tanto tempo e que, por isso, armou que o governo vai enviar ao Congresso a própria reforma, voltada só para tributos federais. Ele reiterou que a proposta vai se basear em três pilares: zerar a oneração da folha de salários e compensar com a tributação de pagamentos; criar um IVA federal, que seria um piloto para o nacional; e reduzir imposto de renda para empresas e aumentar isenção para pessoa física.

O tributarista Bernard Appy armou que está sendo estudada a inclusão na proposta de reforma tributária que tramita no Congresso Nacional que União, estados e municípios estejam "em pé de igualdade" na gestão do imposto unicado sobre bens e serviços, conhecido como IVA.

A proposta que está no Legislativo, de autoria do deputado Baleia Rossi e que se baseia nas ideias de Appy, propõe a unificação de PIS/Cons e IPI (federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal) em um único tributo. A ideia é que haja uma transição de dez anos para o contribuinte e de 50 anos para estados e municípios.

Appy explicou que a proposta quer for além da simplificação e quer resolver uma série de distorções do sistema tributário brasileiro, entre eles a cumulatividade de vários tributos, o que aumenta o custo Brasil, e o custo de pagar imposto no País.

O tributarista, cujas ideias servem de base para a reforma tributária que tramita na Câmara atualmente, armou que o ideal seria ter zero substituições tributárias, mas entende que em alguns setores isso vai ser inevitável. Entre eles, citou combustíveis (em que há alto risco de fraudes) e cigarro (que tem preços tabelados).

Ele armou que, em relação a automóveis, será necessário discutir com o setor. "Mas não vejo porque concessionária não pode entrar no sistema de débito e crédito", disse Appy.

O tributarista explicou que está sendo idealizado incluir na proposta de reforma tributária que está no Congresso Nacional um imposto sobre pagamentos de operações, mas destacou que a ideia é fazer algo diferente da antiga CPMF. "Não tem nada a ver, a CPMF era cumulativa e pegava operações que não entram no IVA", disse, ressaltando, no entanto, que não há nada pronto nesse sentido e que isto "ainda está sendo trabalhado".

Appy admitiu que há possibilidade de guerra scal no consumo, com a implementação de um imposto unificado sobre bens e serviços. Ele ponderou, porém, que o efeito seria limitado, "muito menor do que o efeito distorcivo da guerra fiscal na produção como existe hoje".

Segundo o tributarista, o espaço que cada município tem para atrair o consumidor é pequeno. Além disso, as prefeituras não conseguirão, pelos moldes da proposta que está no Congresso Nacional, baixar a alíquota de um único produto. "Se quiser baixar a alíquota, vai ter que reduzir para tudo, aí a arrecadação cai", complementou.
A atual proposta de reforma tributária, enviada ao Congresso em abril e que pretende substituir cinco impostos federais, estaduais e municipais num tributo só, se aprovada, pode elevar o PIB brasileiro em até 15 pontos percentuais ao longo de 10 anos.

O cálculo é do economista Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo Lula e atualmente presidente do Centro de Cidadania Fiscal, um think tank para estudos scais sediado em São Paulo.

A proposta de Appy, relatada por Rossi, pretende unicar o Imposto sobre serviços (ISS), que é municipal, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), arrecadado pelos estados, além de três tributos federais (IPI, PIS e Cons) num imposto só chamado de Imposto de Bens e Serviços (IBS), feito aos moldes dos impostos sobre valor agregados, os chamados IVA, presentes em boa parte dos países desenvolvidos. Pela proposta, se aprovada, a substituição dos tributos atuais seria feita gradualmente num espaço de 10 anos.

O aumento do PIB com a proposta de reforma tributária, na visão de Appy, seria resultado do aumento de produtividade das empresas brasileiras. A melhoria seria possível com o fim de distorções causadas pelo sistema tributário atual, que abre espaço para guerra fiscal nos entes federativos.

Para o economista, muitos desses benefícios acabam levando empresas a se instalarem em regiões sem vocação econômica para elas, causando ineficiências nas cadeias produtivas brasileiras. Além disso, as empresas brasileiras perderiam menos tempo calculando impostos.

"As empresas brasileiras gastam mais de 2 mil horas por ano para apurar impostos, de acordo com o Banco Mundial. É a maior taxa do mundo e o dobro do que é na Bolívia, a segunda colocada. A mediana dos países é de 200 horas. Gastamos dez vezes mais", disse Appy.

O relator da proposta de reforma tributária, deputado Baleia Rossi, líder do MDB na Câmara, há interesse dos deputados no tema e chance de o tema virar um legado da Casa para a sociedade, independentemente de um interesse do governo no assunto.

A discussão da reforma tributária deve ir à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nas próximas semanas, segundo Rossi. A previsão do deputado é que em um mês a reforma seja apreciada na CCJ. Em seguida, deve ser montada a comissão especial com deputados e senadores. O deputado ainda descartou o fatiamento da proposta, como foi aventado recentemente pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, por causa da complexidade do assunto.

A previsão é que a comissão esteja montada em agosto, após o recesso parlamentar, quando o deputado espera ver a reforma da Previdência sendo votada em plenário. "Quando falamos para os deputados se querem votar a reforma da Previdência ou a tributária, todos querem tributária. Mas não queremos atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência", disse Rossi.

A indústria se articula para garantir a tramitação da PEC que altera o sistema tributário brasileiro. Entre empresários, a leitura é de que novas regras para as aposentadorias devem ajudar a macroeconomia do país no longo prazo e, no médio, atrair investimentos, mas é a reforma nos impostos que pode reduzir o chamado "custo Brasil" das companhias.
"A reforma da Previdência é a mais importante para o país. Mas a tributária é a principal para o setor produtivo. É imprescindível", diz o presidente-executivo da ABIMAQ (Associação da Indústria de Máquinas), José Velloso.

"Se pudéssemos aprovar amanhã as duas, seria o ideal. Desde que uma coisa não atrapalhe a outra, é possível caminhar de forma paralela, com prioridade para a Previdência, mas em seguida colocando a tributária", armou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e liado ao MDB.

A comissão especial da PEC da Previdência foi instalada em 25 de abril e tem até 40 sessões para analisar o projeto. "Temos uma ansiedade grande de encontrar melhorias no ambiente tributário.

Não temos por que car esperando uma reforma tramitar para começar outra. Acho normal que o Parlamento discuta mais de um tema", disse o presidente da Abinee (associação da indústria elétrica e eletrônica), Humberto Barbato.

Fonte: Jornal do Comércio RS

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02 - Governo zera tarifa de importação para 303 categorias


A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, vinculada ao Ministério da Economia, baixou para 0% a tarifa de importação em 303 categorias diferentes de bens de capital — isto é, usados na fabricação de outros produtos — e bens de informática. O benefício é válido até 31 de dezembro de 2020.

A portaria publicada no Diário Oficial menciona diversas máquinas industriais — para montar portas de carro, lavar tecidos, fatiar carnes ou lixar peças de madeira — além de motores elétricos, impressoras tradicionais, impressoras 3D e microscópios digitais. São itens que normalmente pagam tarifas de importação entre 12% e 18%.

Há um pré-requisito para conseguir a alíquota zero nesses itens: eles não podem ter “produção nacional equivalente”. Para garantir isso, é feita uma consulta pública de 30 dias. Se uma empresa brasileira disser que consegue fabricar determinado produto — mesmo que seja a um preço muito maior, ou em um prazo muito longo — fica difícil conseguir esse benefício.

Por isso, o governo estuda flexibilizar essa regra. Caio Megale, secretário de Desenvolvimento da Indústria e Comércio, disse ao Valor em março que uma nova portaria permitirá importar produtos com tarifa zero se os equivalentes nacionais não tiverem condições de preço, prazo e produtividade oferecidos por fornecedores no exterior.

Medida enfrenta resistência da indústria brasileira

Essa portaria ainda não foi publicada no Diário Oficial e enfrenta resistência da indústria nacional. José Velloso Dias Cardoso, presidente-executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), criticou a proposta em abril, durante uma audiência pública realizada pela Câmara dos Deputados.

Cardoso lembra que, ao produzir uma máquina, as empresas brasileiras podem usar componentes estrangeiros que pagam imposto de importação. Esse custo precisa ser repassado ao cliente, então não haveria como oferecer as mesmas condições de preço que uma máquina feita totalmente no exterior.

“Na hora em que for ver preço com preço, é uma máquina nacional cheia de imposto com outra importada sem imposto”, disse o presidente-executivo da ABIMAQ. “Isso não é possível, são duas coisas incomparáveis.”

No debate, o representante do Ministério da Economia Tólio Ribeiro defendeu esta política tarifária para produtos sem fabricação nacional. Isso ajudaria a reduzir os custos de investimento, incorporar novas tecnologias e aumentar a competitividade.

Regime ex-tarifário vale no Brasil desde pelo menos 2003

Este tipo de medida se chama “regime ex-tarifário”, e vem sendo aplicado desde 2003 entre os países do Mercosul para bens de capital não produzidos no bloco.

No Brasil, a lista de bens de capital, de informática e de telecomunicações com alíquota zero recebeu novos itens em 2016, 2017 e 2018.

Até março, estavam vigentes 6.354 categorias com taxa de importação de 0%. Os benefícios são temporários, e podem ou não ser renovados pelo governo. Vale lembrar que “bens de informática” é uma categoria mais ampla do que parece.

Sim, ela engloba computadores, monitores, celulares, impressoras, semicondutores e circuitos integrados. Ela também inclui alarmes para carro, antenas, cabos de fibra óptica, aparelhos de raio-X e robôs industriais. O regime ex-tarifário se aplica a algumas dessas categorias específicas, não a todos os bens de informática.

Fonte: I9 Treinamentos

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03 - Maior parte das startups aceleradas de São Paulo que atuam com a indústria faturam entre R$ 1 mi e R$ 5 mi


A cidade de São Paulo conta com o maior número de empresas nascentes que atuam com a indústria. E a maior parte das startups que passaram por aceleração estão num estágio mais maduro, com faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.

Das 295 companhias mapeadas pelo Brasil, a maior cidade do país representou o maior volume dessas empresas, ou seja, 19%. Outras 80 cidades também contam com empresas atuantes nesse segmento.

Ao todo, 46% das startups mapeadas que já passaram ou ainda passam por um processo de aceleração. Neste indicador, São Paulo se destaca como a cidade com as empresas nascentes mais maduras.

Um dos desafios para os empreendedores é o capital. Para 66% dos entrevistados, o capital próprio é a principal origem dos recursos dos negócios iniciantes. Depois de captar recursos, as maiores dificuldades para os empreendedores são: mercado (18%) e recursos humanos (16%). O mapeamento foi realizado pela aceleradora Spin e A2C. 

Contou ainda com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).Participaram do levantamento 55 indústrias de sete Estados e 18 cidades, e 295 startups de 22 Estados e 81 cidades.

Fonte: DCI

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04 - Presidente do BNDES participa de evento em Joinville


Presidente do BNDES, Joaquim Levy, estará nesta sexta-feira (17) em Joinville para participar de encontro organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e BRDE. O evento, intitulado “Dia BNDES da Média Empresa” destina-se aos donos, executivos e gestores de empresas com faturamento anual de R$ 300 milhões. O novo presidente do BRDE, Marcelo Dutra, vai anunciar uma nova linha de financiamento às empresas catarinenses. 

Fonte: NCS

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05 - Birthday party


Fernanda Sirena, num exuberante modelo de Vol Fioravante, e Dody Sirena abriram os salões de sua residência no condomínio Alathea para festa de múltiplas comemorações. O aniversário de Fernanda, os 30 anos de união do casal e o aniversário da caçula, Mariana Sirena. A noite começou com coquetel e jantar no piso superior com gastronomia de Joaquim Aita. Na sequência, os convidados foram encaminhados para a boate, onde foi cantado o "Parabéns a você" e a festa seguiu ao som do DJ Matheus Sirena. Tudo com muito carinho e estilo que marcam as recepções dos Sirena.

O projeto Conexões de Negócios, realizado pelo Jornal do Comércio, promoveu uma edição tendo como tema os desafios para a implantação da indústria 4.0 no Rio Grande do Sul e como ela pode alavancar o desenvolvimento do Estado. Os debatedores foram: Vitor Nardelli, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Metalmecânica; Marcos Dillenburg, diretor de Tecnologia e Operações da Novus; e Hernane Cauduro, vice-presidente da ABIMAQ. A cobertura completa do evento será publicada na edição especial do Dia da Indústria e aniversário do JC, no dia 24 de maio.

A Casa de Apoio Madre Ana da Santa Casa de Misericórdia completa três anos em 20 de maio e, ao comemorar a data, o espaço terá ampliada a capacidade para receber hóspedes. A comemoração será no dia 20, na Capela Sagrado Coração de Jesus, e contará com show em conjunto da Fábrica de Gaiteiros e Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul, além de homenagem aos apoiadores do espaço.

A Câmara Brasil-Alemanha no Rio Grande do Sul reúne amanhã, no Plaza São Rafael, os presidentes dos principais clubes de futebol do Estado. Romildo Bolzan e Marcelo Medeiros são os convidados para falar de suas experiências na gestão de Grêmio e Internacional, respectivamente. O encontro será mediado pelo vice-presidente da Câmara, Everson Oppermann, e objetiva discutir a complexidade da gestão de clubes de futebol.

Nesta sexta-feira, o Instituto Ling promove o Jantar Cultural Literatura e Gastronomia em homenagem ao livro Afrodite - contos, receitas e outros afrodisíacos, da chilena Isabel Allende. A obra inspirará o cardápio do chef Marcelo Schambeck, com uma analogia entre gastronomia e amor. O evento terá participação da cantora Nani Medeiros e comentários de Bete Duarte, curadora do projeto Da estante à mesa: Literatura e Gastronomia.

Priscilla Nunes, Xuxa Pires e Fê Pandolffi recebem na tarde de hoje na Parochi Presentes para brindar os 10 anos da loja. Os convidados receberão um mimo personalizado da artista Clarissa Motta Nunes.

Por iniciativa da vereadora Lourdes Sprenger, o Projeto Bicho de Rua receberá uma homenagem da Câmara Municipal de Porto Alegre, no dia 20 de maio. A ONG está comemorando seus 15 anos de atuação.

A Duo - Direito e Psicologia promove neste sábado um bate-papo sobre maternidade e as variadas formas de amar. O evento será das 10h às 12h, na rua Andrade Neves, 90/92, e é voltado para pais e mães.

Acontece no dia 26 de maio a Corrida pela Adoção, promovida pelo Ministério Público de Porto Alegre, com largada na avenida Edvaldo Pereira Paiva. O empresário Luiz Tubino é o embaixador do evento.

Fonte: Jornal do Comércio RS

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06 - Ganhos da indústria de máquinas cresce 6% no 1º tri


O faturamento total da indústria de máquinas e equipamentos cresceu 6% no somatório dos primeiros três meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados na semana passada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Na leitura mensal dos dados, o faturamento da indústria de máquinas fechou março estável ante fevereiro. Na comparação com igual mês do ano passado, houve uma queda de 2,1%.

O faturamento líquido interno do setor, por sua vez, fechou o trimestre de janeiro a março com crescimento de 18,3% sobre idêntico mês no ano passado. Recuou 18,4% em março ante fevereiro e caiu 10,1% ante março do ano passado.

O consumo aparente da indústria de máquinas e equipamentos, dado que exclui as exportações da receita e inclui as importações, para ter uma noção mais clara da demanda doméstica, cresceu 11,1% no primeiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação de março com fevereiro, o consumo aparente caiu 0,7% e ante março do ano passado recuou 1,3%.

Exportações

As exportações da indústria de máquinas e equipamentos no primeiro trimestre de 2019 recuaram 11,7% ante igual período do ano passado, informou a ABIMAQ. Em valores, foram exportados US$ 2,220 bilhões.

Em março, de acordo com a ABIMAQ, os embarques somaram US$ 831 milhões, valor 27,2% maior que fevereiro e 0,6% sobre o mesmo mês em 2018.

As importações somaram US$ 3,494 bilhões no primeiro trimestre, mostrando ligeiro crescimento de 0,1% sobre igual período do ano passado. Em março o setor de máquinas e equipamentos importou US$ 1,186 bilhão. O valor é 12,2% sobre fevereiro, mas mostra uma queda de 1,9% ante março do ano passado.

Emprego

O emprego no setor de máquinas e equipamentos cresceu 4,4% na média do primeiro trimestre de 2019 ante o mesmo período do ano passado, segundo a ABIMAQ. Na média dos primeiros três meses, o setor empregava 304,916 mil trabalhadores.

No final de março, o total e empregados no setor era de 306,444 mil trabalhadores, um ligeiro aumento de 0,2% ante fevereiro e de 4,6% sobre março do ano passado.

Fonte: Agência Estado, Revista M&T

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Comércio Internacional

01 - Economia da Alemanha volta a crescer no 1º tri


A economia da Alemanha voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano uma vez que as famílias gastaram mais e a atividade de construção acelerou, mas o governo alertou que as perspectivas continuam ofuscadas pelas disputas comerciais.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% sobre o trimestre anterior, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira pela Agência Federal de Estatísticas. Na comparação anual, o PIB expandiu 0,7% em dado ajustado ao calendário. Ambas as leituras preliminares ficaram em linha com as expectativas do mercado.

O ministro da Economia, Peter Altmaier, disse que os dados oferecem um "primeiro raio de esperança" após dois trimestres sem expansão, mas que é cedo demais para comemorar.

"As disputas comerciais internacionais ainda não estão resolvidas. Temos que fazer todo o possível para encontrar soluções aceitáveis que permitam o livre comércio", disse Altmaier.

Os Estados Unidos e a China intensificaram seu conflito comercial com Pequim anunciando nesta semana novas tarifas contra as importações dos EUA depois de Washington elevar as taxas sobre importações chinesas. O presidente dos EUA, Donald Trump, pode também elevar nesta semana as tarifas sobre importações de carros europeus, o que teria um impacto desproporcional sobre a Alemanha.

A agência alemã confirmou que a economia do país contraiu 0,2% no terceiro trimestre do ano passado e ficou estagnada no quarto.

Fonte: Reuters

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02 - PIB da zona do euro cresce 0,4% no 1º trimestre ante o anterior, como previsto


O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% no primeiro trimestre em relação ao anterior e teve avanço de 1,2% ante igual período do ano passado, de acordo com a preliminar do dado, divulgada nesta quarta-feira pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Os resultados vieram em linha com a previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

No quarto trimestre de 2018, o crescimento em relação aos três meses anteriores havia sido de 0,2% na zona do euro. Na comparação anual, havia sido de 1,2% na região da moeda comum. 

Fonte:

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03 - Crescimento das vendas no varejo da China cai para mínima de 16 anos


A China informou um crescimento inesperadamente fraco nas vendas no varejo e na produção industrial de abril nesta quarta-feira, ampliando a pressão sobre Pequim para adotar mais estímulo conforme a guerra comercial com os Estados Unidos se intensifica.

As vendas de vestuário caíram pela primeira vez desde 2009, sugerindo que os consumidores chineses estavam cada vez mais preocupados com a economia mesmo antes de um aumento das tarifas pelos EUA na sexta-feira ter intensificado a pressão sobre os exportadores do país.

As vendas no varejo subiram em abril 7,2% sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde maio de 2003, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas. Isso ficou abaixo da taxa de 8,7% de março e da expectativa de 8,6%. Os dados sugerem que os consumidores estão começando a reduzir os gastos em produtos do cotidiano, enquanto continuam a evitar itens mais caros como carros.

"As vendas no varejo fracas se devem parcialmente a uma deterioração no emprego e queda da renda nos grupos de média e baixa renda", disse Nie Wen, economista do Hwabao Trust. O aumento da produção industrial desacelerou mais do que o esperado para 5,4% em abril sobre o ano anterior, recuando da máxima de quatro anos e meio de 8,5% em março, resultado que alguns analistas suspeitam que foi impulsionado por fatores sazonais e temporários.

Analistas consultados pela Reuters projetavam crescimento de 6,5%. Nie afirmou que a China pode precisar de um corte mais abrangente na taxa de compulsório dos bancos em junho, antes da cúpula do G20 em que os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, devem discutir o comércio. Ampliando as preocupações sobre a demanda doméstica, os dados desta quarta-feira também mostraram inesperada fraqueza no investimento. O crescimento do investimento em ativos fixos desacelerou a 6,1% nos quatro primeiros meses do ano, contra expectativas de ligeiro aumento para 6,4%.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Governo espera expansão do PIB de apenas 1,5% em 2019


O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu, ontem, que a projeção de crescimento do governo para a economia neste ano caiu para 1,5%, e que, se isso for confirmado, será necessário contingenciar ainda mais os gastos públicos.

“Vocês vão ver que o crescimento que era 2% quando eles fizeram as primeiras informações já caiu para 1,5%, e quando cai para 1,5% as receitas são menores ainda, e aí já começam os planejamentos de contigenciamento de verbas para frente”, disse Guedes na Comissão Mista do Orçamento.

O Banco Central (BC) também apontou em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, uma "probabilidade relevante" de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores. Na segunda-feira (13), o mercado, por meio do boletim Focus, já havia revisto, para baixo, a estimativa de avanço da atividade econômica em 2019, de 1,49% para 1,45%. Individualmente, Itaú Unibanco e Bradesco soltaram projeções ainda menores para este ano: ao redor de 1%.

Fonte: DCI

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02 - Indicador Antecedente cai em abril


O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE), publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e The Conference Board (TCB), caiu 0,1% em abril, para 116,6 pontos.

Entre os componentes, destaque para o Índice de Expectativas do Consumidor, com recuo de 2,7%. O Indicador Coincidente Composto (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, caiu 0,1% em abril, para 102,5 pontos. "As quedas do IACE e ICCE em abril refletem um quadro de frustração com a retomada do nível de atividade, e com as perspectivas para o restante do ano", diz o pesquisador do FGV IBRE, Paulo Picchetti. 

Fonte: DCI

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03 - IBC-BR cai 0,28% em março ante fevereiro, com ajuste, afirma Banco Central


Após recuar 0,98% em fevereiro (dado revisado), a economia brasileira teve nova baixa em março deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,28% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta quarta-feira, 15, a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 137,07 pontos para 136,68 pontos na série dessazonalizada no período. Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde maio do ano passado (133,21 pontos).A baixa do IBC-Br veio perto da mediana do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Broadcast Projeções, que esperavam resultado entre recuo de 1,00% e zero (mediana de -0,30%).Na comparação entre os meses de março de 2019 e março de 2018, houve queda de 2,52% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,90 pontos em março, ante 141,47 pontos de março do ano passado.

O indicador de março de 2019 ante o mesmo mês de 2018 mostrou desempenho pior que o apontado pela mediana (-2,30%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (-3,20% a -0,30% de intervalo). O patamar de 137,90 pontos é o menor para meses de março desde 2009 (127,81 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, 14, o BC já havia afirmado que os "indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior". 

A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 2,0%, mas é muito provável que essa estimativa seja revisada para baixo no próximo Relatório Trimestral de Inflação (RTI), em junho. A expectativa do mercado para o PIB deste ano recuou pela 11ª semana consecutiva e passou de 1,49% para 1,45%, conforme o Relatório de Mercado Focus publicado na última Segunda-feira (13). Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Industria

01 - Indústria do Paraná é a que mais cresce no Brasil


Tem i de indústria em praticamente tudo o que você consome. Alimentos, roupas, eletroeletrônicos, móveis, veículos: o leque de produtos é extenso e coloca o setor industrial entre os mais representativos do país. Em 2018, respondeu por 22% do Produto Interno Bruto, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A cada R$ 1,00 produzido pela indústria, são gerados R$ 2,40 para a economia brasileira – a contribuição total é de R$ 1,3 bilhão. “Nos demais setores, o valor é menor: na agricultura, corresponde a R$ 1,66; em comércio e serviços, é gerado R$ 1,49 para cada real produzido”, observa Evânio Felippe, economista do Sistema Fiep.

A participação do Paraná mostra que o estado tem bons motivos para comemorar. No primeiro trimestre de 2019, o índice de crescimento da produção industrial foi de 7,8%, liderando o ranking nacional, segundo o IBGE. São 50,8 mil estabelecimentos de 37 segmentos – desses, a maior parte é de micro e pequeno porte (95,6%).

A primeira posição não é por acaso. Se boa parte das indústrias ainda é de pequeno porte, não faltam iniciativas para fomentar o crescimento. Com recursos e talento nato para segmentos importantes, como a agroindústria e o automotivo, o estado segue em desenvolvimento graças à soma de trabalho, inovação e união de esforços.

Vocações industriais por região

O Paraná tem 23 arranjos produtivos locais (APL) distribuídos por todas as regiões do estado: metais sanitários, derivados da mandioca, móveis, madeira, bonés, tecnologia da informação, confecções, cal e calcário, louças e porcelanas, software, alumínio, moda, equipamentos e implementos agrícolas, instrumentos médicos e odontológicos.

“Aproveitar a vocação de cada localidade é uma estratégia que tem dado certo”, indica Evânio. “Em 2018, a indústria teve participação de 22,7% no PIB estadual. O valor do PIB do estado ultrapassou R$ 438 bilhões, o que equivale a 6,41% do PIB brasileiro”, diz o economista. As exportações contribuem para alavancar os resultados. Dos 20 bilhões de reais exportados pela indústria paranaense em 2018, R$ 6,9 bilhões vieram da soja, R$ 2,6 bilhões da carne (bovino, aves e suíno) e R$ 3,5 bilhões de materiais de transporte. O setor madeireiro, também na casa dos bilhões, respondeu por R$ 1,2 bi.

Mais do que consolidar o Paraná nos mercados nacional e internacional, a indústria tem papel fundamental para a empregabilidade. Movimenta microeconomias, faz crescer cidades e gera 25% dos empregos do estado.

Paraná acima das expectativas

A indústria brasileira conta com resultados regionais para manter o otimismo, já que nos três primeiros meses de 2019 a produção nacional encolheu 2,2%. Depois do Paraná, aparecem o Rio Grande do Sul (5,5 %) e Santa Catarina (2,8%) no ranking de crescimento da produção. Para a CNI, a expansão da indústria nacional em 2019 deve atingir a casa dos 3%. Segundo o Sistema Fiep, o Paraná deve se aproximar desse índice: a instituição projeta cerca de 2,5% de crescimento no ano.

Os cinco setores que têm melhor desempenho no estado são máquinas e equipamentos (18,5%), derivados do petróleo (14,3%), alimentício (12,6%) e automotivo (11,7%). Os dados são do IBGE e se referem ao aumento da produção física industrial no primeiro trimestre de 2019, comparado ao mesmo período de 2018.

Mês da Indústria

Os resultados são positivos, chegam em boa hora, mas o trabalho não pode parar. Com a proximidade do Dia Nacional da Indústria – celebrado em 25 de maio –, o Sistema Fiep tem levado educação, saúde e cultura às empresas e à sociedade, em diversas localidades do estado. Até o início de junho, unidades móveis do Sesi e do Senai no Paraná oferecem cursos profissionalizantes, atividades de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho, exames médicos e ações culturais, como shows e contação de histórias. Confira a programação:

Maringá: 14 a 17 de maio
Londrina: 20 a 24 de maio
Ponta Grossa: 27 a 31 de maio
Curitiba e Região Metropolitana: de 6 a 10 de junho
Veja a agenda completa do Mês da Indústria aqui.

Francisco Beltrão, no Sudoeste, abriu as comemorações. O Parque de Exposições da cidade recebeu a estrutura que atendeu a trabalhadores e à comunidade. Edgar Behne, CEO da Marel Indústria de Móveis, conta com mais ações desse tipo para fortalecer o setor. “Precisamos mostrar para o maior número de pessoas todos os recursos que o Sistema Fiep oferece, que nem sempre são bem utilizados. É uma forma de aproximar esses recursos não somente das empresas, mas principalmente dos trabalhadores”, diz. Todas as ações são gratuitas, abertas à comunidade e contam com a parceria de prefeituras e entidades sindicais.

Fonte: G1

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Setor

01 - Volume de serviços recua em março e interrompe dois trimestres de ganhos


O volume de serviços do Brasil foi pressionado pela atividade de informação e comunicação em março e quebrou uma sequência de dois trimestres positivos com contração nos três primeiros meses deste ano, ampliando o cenário de economia fraca em 2019.

Em março, o volume do setor apresentou perda de 0,7% em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Esse é o pior resultado para o mês desde 2017, quando o recuo foi de 3,2%Com isso, o terceiro trimestre encerrou com contração de 0,6% sobre os três meses anteriores, depois de ganhos de 0,6% e 1,0%, respectivamente, no quarto e no terceiro trimestre de 2018. Na comparação com março de 2018, houve queda de 2,3%, a mais forte desde maio de 2018 (-3,8%).

As expectativas de analistas de mercado apontavam para reduções de 0,1% na comparação mensal e de 0,8% na base anual. O setor de serviços vem mostrando dificuldades em apresentar uma recuperação contínua em um ambiente de desemprego elevado, e acompanha os resultados fracos já vistos também na indústria e no setor de varejo. “Por trás disso tudo tem uma economia lenta, com deterioração nas expectativas de empresários e com projeções cada vez menores para o crescimento do PIB”, diz o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “O poder público está sem fôlego para investir e o setor privado não está compensando e preenchendo essa lacuna. A nova aposta para uma abertura de portas aos investimentos e para a atividade econômica é a aprovação da reforma da Previdência, mas quem garante que isso vai realmente acontecer?”, completou.

O IBGE informou que em março três das cinco atividades apresentaram quedas, com destaque para o recuo de 1,7% em serviços de informação e comunicação. O volume de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 0,1% e o de outros serviços contraiu 0,2%.

Na outra ponta, serviços prestados às famílias aumentaram 1,4%, enquanto transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram ganhos de 0,5%. Entretanto, o transporte terrestre teve queda de 1,9% no mês, também pesando sobre o resultado. “Telecomunicações é uma devolução de altas do fim do ano passado e, no caso dos transportes, é reflexo de uma economia lenta e com baixo dinamismo”, explicou Lobo. Em uma economia com mais de 13 milhões de desempregados e desalento recorde, as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vêm sofrendo sucessivas reduções.

A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostrou que a projeção mais atual é de expansão de 1,45% este ano, indo a 2,50% em 2020.Com a queda de março, o volume de serviços prestados registrou um nível de atividade 12,3% abaixo do pico da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), registrado em janeiro de 2014, segundo dados do IBGE.

Caminhoneiros Maio de 2018, marcado pela greve de caminhoneiros, ainda é o ponto mais baixo da série histórica da PMS, 15,7% abaixo do nível de atividade do pico. “De lá para cá, o setor de serviços não encontrou uma dinâmica de recuperação clara”, afirmou Lobo. O pesquisador destacou ainda que a queda de 2,3% no volume de serviços prestados em março ante março de 2018 interrompeu uma sequência de sete meses de alta nessa base de comparação, iniciada em agosto de 2018. Ainda assim, essa queda foi marcada pelo efeito calendário, já que março deste ano teve dois dias úteis a menos do que em 2018, por causa do Carnaval.  

Efeito dominó  

Na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o desempenho ruim da indústria vem puxando outros setores, como comércio e serviços, porque estabelece relações de demanda com outras atividades a ponto de, com seu dinamismo ou com a falta dele, promover crescimento ou declínio de outros setores. No 1º trimestre, o faturamento real de serviços manteve-se positivo, mas cresce pouco.

Fonte: DCI

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