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Edição 10069 de 11/06/2019

Destaque

01 - ABIMAQ quer manutenção de nacionalização de aerogeradores


A ABIMAQ entende que as regras de nacionalização de aerogeradores do BNDES não devem mudar, enxergando oportunidades para aprimoramentos no sentido de incluir itens que já poderiam ser produzidos pela indústria local e retirar da tabela dos opcionais itens que não são fabricados localmente. De acordo com o presidente do conselho de Energia Eólica da associação, Roberto Veiga, apesar desse entendimento a ABIMAQ ainda não decidiu como apresentar a sugestão para o banco de desenvolvimento.

De acordo com o executivo, a associação começou a discutir o assunto em suas reuniões mensais a partir de uma demanda do mercado. Alguns fornecedores, diante do crescimento das máquinas anunciadas pelos fabricantes no mercado brasileiro, manifestaram questionamento sobre a manutenção das regras de conteúdo local, já que a adaptação dos maquinários para produzir novas peças demandaria novos investimentos - e uma mudança na política de nacionalização poderia colocá-los em risco.

Para ele, as discussões devem girar em torno de atualizar a nova capacidade da indústria e o que pode ser feito para que a indústria local se torne mais competitiva globalmente. "Financiamento para a cadeia produtiva, com juros mais baixos e prazos mais longos, como os cedidos aos desenvolvedores", sugere Veiga.
Atualização de barreiras a importados

Outra pauta da ABIMAQ relacionada à indústria eólica é a atualização dos editais dos leilões e da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), para que a isenção do imposto de importação seja concedida apenas para os aerogeradores com potência nominal superior aos modelos anunciados pela indústria local. A lista isenta de imposto de importação (alíquota aplicável de 14%) qualquer grupo eletrogêneo eólico com potência superior a 3,3 MW.

No caso do leilão A-4, o edital já publicado prevê que aerogeradores acima de 2,5 MW podem ser importados, um patamar já bem abaixo do produzido pela indústria local.

A Aneel deve publicar o edital do A-6 até um mês antes da realização da concorrência, marcada para o dia 17/10. O mercado em geral espera uma demanda maior para este segundo leilão e a ABIMAQ pleiteia junto ao Ministério de Minas e Energia que a barreira para importados suba no próximo edital.

Fonte: Brasil Energia, Brain Maket

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02 - O novo tamanho do BNDES


Em meio atual angústia do Brasil pela tão esperada retomada de crescimento econômico, retardada pela discussão da nova previdência, muitas dúvidas pairam sobre o novo tamanho e perfil de atuação do BNDES. Em uma equação que hoje traz em suas variáveis, contratos de financiamento em governos passados sob investigação e equipe econômica que defende uma redução gradativa da dependência do crédito subsidiado, dão margem para muita especulação e notícias falsas, aumentando ainda mais o nível desta angústia. 

É por esta razão que nestes momentos é prudente recorrer à racionalidade e ao estudo, e trago neste artigo uma retrospectiva das primeiras intenções anunciadas no início da nova gestão, seus reflexos nas novas linhas de financiamento lançadas recentemente. Novo presidente do BNDES e objetivos estratégicos do novo governo.

No dia 8 de fevereiro, o economista Joaquim Levy, escolhido pelo ministro da economia Paulo Guedes, tomou posse da presidência do BNDES, oportunidade em anunciou seu projeto de revisão de atuação do banco, destacando os seguintes objetivos estratégicos.

Estar cada vez mais próximos dos clientes;
Fortalecer empresas médias para que tenham capacidade de crescer;
Gerar emprego e incorporar novas tecnologias;
Desempenhar papel fundamental na desestatização e estruturação de projetos financiados ou não em parceria com o setor privado;
Investir em tecnologia da informação que permite a entrega de serviços de forma mais barata, eficiente e rápida.

Além destes objetivos, ele também destacou a necessidade de modernização do banco com o cenário da convergência das taxas de juros e com uma menor dependência de funding do Tesouro Nacional. Ainda no primeiro trimestre, Joaquim Levy ratificou a manutenção do apoio do BNDES também em projetos que promovam utilização de energia renovável, eficiência energética, inovação e tecnologia. Entretanto, entre estes pontos abordados, o que mais chamou a atenção, foi a frase "menor dependência do funding do Tesouro Nacional", intensificada pelo anuncio da projeção de devolução de R$ 130 milhões ao tesouro durante o ano de 2019. Mas, que leitura podemos fazer nestes primeiros cinco meses? Em primeiro lugar, é a comprovação de um maior compromisso de responsabilidade na definição dos critérios de concessão de crédito.

 A equipe econômica como um todo, que abriga a gestão do BNDES, demonstra um alto grau de comprometimento com respeito ao teto de gastos, tendo relação direta com os recursos do tesouro, principal fonte de recursos de financiamento do BNDES. O entendimento é que qualquer demanda setorial que denote um crescimento artificial, baseado apenas no aumento de crédito sem sustentabilidade, não terá mais espaço. Em segundo lugar, no que diz respeito política de atuação por classificação de porte, tanto o discurso de posse como as primeiras ações do banco, ratificaram o compromisso de continuidade do apoio neste segmento, entretanto com maior atenção para as Médias Empresas, responsáveis pela grande parcela de geração de empregos no país.

 Empresas classificadas como MPME’s, entre outros benefícios, possuem linhas com menores taxas e maior percentual financiado, quando comparado com as empresas de grande porte. Sobre a política de atuação do BNDES na categoria de por segmentos de mercado, destaca-se a um maior foco segmento de infraestrutura, com especial atenção ao setor para o Saneamento Básico. Planos de negócios e projetos de investimentos junto aos objetivos econômicos agregarem a utilização de energias renováveis, e/ou promoverem a eficiência energética, inovação e desenvolvimento tecnológico, serão também enquadrados nas prioridades do banco. 

Entretanto, a política de atuação para o setor agrícola como um todo, é onde se concentra a maior dúvida e maior campo de debate, pela seguinte razão: O ministro da economia Paulo Guedes, defende uma redução gradual de subsídios ao setor agrícola, frente ao fato de o setor ser o maior propulsor das exportações brasileiras, e ser altamente dependente da atual política de crédito subsidiado, contraposições aumentadas pela demora na aprovação da reforma da previdência. Um exemplo recente foi a tendência do aumento da demanda pelo programa Moderfrota, onde em meados de fevereiro a entidades como ABIMAQ e Anfávea preveram que os recursos deste programa, provenientes do plano safra 2018/2019 poderiam ser consumidos antes da realização da Agrishow, principal evento de exposição e comercialização de itens deste programa. Na ocasião, foi solicitado um suplemento para esta linha na ordem de R$ 3bi. 

O resultado foi que duas semanas antes do início da Agrishow, os recursos findaram, e o suplemento foi aprovado apenas na ordem de R$ 500 milhões no primeiro dia da feira, e consumido praticamente ainda durante o evento. Canais digitais e maior agilidade nas operações. Sob os aspectos operacionais do banco, há mais de dois anos uma equipe de canais digitais do BNDES, o vem trabalhando em um projeto de modernização de "esteiras digitais" para agilizar os processos de análise e fluxos das operações. No segundo semestre de 2018, os primeiros resultados deste trabalho começaram ser testados em operações reais. Esta sistemática começou a ser utilizada na linha Finame, em alguns grupos de máquinas agrícolas e de veículos rodoviários, tendo estas operações que na sistemática do PAC ON LINE levavam dias para serem aprovadas, sido aprovadas na esteira "on line" em segundos. Isso foi possível porque parte das análises realizadas por pessoal técnico, passaram a ser realizadas por computador x computador. 

A expectativa é que esta sistemática seja adotada em todas as operações Finame, até o primeiro semestre de 2020. Cooperação do corpo técnico em projetos estratégicos e programas de desestatização. Outra importante mudança no escopo de atuação do BNDES, foi a atribuição para também participar da coordenação e apoio técnico em projetos estratégicos, programas de desestatização, e na estruturação de fundos para investimento formados também por capital privado, utilizando alto nível de conhecimento técnico dos profissionais do banco. As primeiras ações neste sentido, tiveram início em fevereiro durante o evento para discussão do plano de Desestatização do Setor Elétrico. Novas linhas de financiamento O reflexo das primeiras revisões das políticas operacionais e perfil de atuação da nova gestão, começaram a surgir nas novas linhas de financiamento, que tiveram como marco de início o mês de março, com o lançamento da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas. Lina criada na categoria de "operações indiretas", repassadas através de bancos credenciados no BNDES, tendo como público alvo as micro e pequenas empresas. 

Esta linha foi criada com o objetivo de promover a manutenção e criação de novos empregos. O teto por CNPJ para este produto, é financiamento máximo de R$ 500 mil a cada 12 meses, prazo de pagamento de até 5 anos, incluindo período de carência que pode chegar até dois anos, com expectativa de uma taxa média de 1,3% ao mês. 

No mês de maio, durante eventos com a participação do BNDES, Joaquim Levy fez questão de participar do lançamento de duas linhas, a BNDES Crédito Direto Médias Empresas, para financiamentos à partir de R$ 10 milhões, e a linha BNDES Direto 10, que trouxe como novidade o acesso direto ao BNDES, à partir de R$ 1 milhão de financiamento. Até então, somente era possível solicitar financiamento diretamente ao BNDES, para valores acima de R$ 10 milhões. Participação Durante estes eventos, em diversas ocasiões, o BNDES foi questionado se pretendia eliminar ou reduzir a participação dos agentes bancários no repasse de suas linhas, e a resposta enfática foi que não. Joaquim Levy explicou que os principais objetivos destas mudanças, são: conhecer melhor as MPMEs, e promover a redução do spread de juros dos bancos, através de uma maior competição na concessão de créditos para longo prazo, estratégia muito bem vista pelos empresários e entidades de representação de classe. Além das novas linhas anunciadas na nova gestão, vale o destaque pelo reforço e publicidade realizada pelo BNDES para a linha BNDES Finame Direto, lançada no último semestre de 2018. Entre seus principais atributos, esta linha permite a aprovação de um crédito à partir de R$ 10 milhões, para ser utilizado durante o período de dois anos, para aquisição, produção ou comercialização de máquinas e equipamentos credenciados no BNDES em múltiplos contratos.

O quadro abaixo faz um comparativo destas quatro novas linhas de financiamento:

Garantias das linhas de financiamento 

Nas linhas de financiamento diretamente com o BNDES, as garantias exigidas são garantias reais (tais como hipoteca, penhor, propriedade fiduciária, recebíveis, etc) e/ou pessoais (tais como fiança ou aval), definidas na análise da operação. Em pesquisa realizada pelo SEBRAE em 2018, com 6.000 empresas MPME’s, sobre as principais dificuldades encontradas para acesso ao crédito junto aos bancos, foi apurado em primeiro lugar, com aproximadamente 60% das respostas, foi a falta de avalistas e garantias reais. Para amenizar esta questão, as MPME’s contam com o Fundo Garantidor de Investimentos do BNDES, o FGI. 

Com o FGI, a empresa pode complementar a garantia exigida pelos agentes bancários, em até 80%, podendo os encargos desta garantia, serem incorporados no próprio financiamento. Conclusão A conclusão possível até o momento, é que as intensões são as melhores possíveis, a modernização tende a reduzir a burocracia e os custos dos financiamentos, a efetividade deste novo perfil de atuação do BNDES, e todo este conjunto de ações, será devidamente testada somente após resultado da votação da nova previdência, em um ambiente de saída da inércia para um ciclo de crescimento contínuo. E sobre o tamanho do BNDES ou o tamanho de sua representatividade no apoio ao desenvolvimento socio econômico, conseguirá ser grande em importância de conseguirmos redirecionar as receitas em maior proporção suportar projetos de investimentos, e não para cobrir o déficit de gastos. * Fundador da PS7 Assessoria e Consultoria, especializado em operações BNDES e há mais de 12 anos estuda as operações do BNDES e bancos de desenvolvimento em geral.

Fonte: Jornal Cana

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03 - Exportação brasileira de máquinas agrícolas cresce 83%


As exportações brasileiras de máquinas e implementos agrícolas somaram quase US$ 487 milhões de janeiro a julho, um aumento de 82,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados na quarta-feira (30) pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Em julho isoladamente, as vendas externas renderam US$ 71,3 milhões, um avanço de 84% sobre o mesmo mês de 2016.

De acordo com Cristina Zanella, do Departamento de Economia e Estatísticas da ABIMAQ, o crescimento registrado este ano até agora ocorreu sobre uma base de comparação reduzida em relação à média histórica de embarques, daí as variações significativas. "Nos últimos dois anos houve uma forte queda na média mensal e agora as exportações estão voltando ao nível normal", disse.

Os principais mercados do Brasil neste segmento são nações vizinhas, com destaque para Argentina e Paraguai, mas o País vende para outras regiões também, como o mundo árabe, onde o maior mercado é o Sudão. Os itens mais importantes da pauta são colheitadeiras, pulverizadores e debulhadores, segundo Zanella.

Para ela, a tendência atual das exportações deverá continuar. "Claro que isso depende da taxa de câmbio, mas [as vendas externas] deverão oscilar em torno dos níveis mensais históricos", declarou.

Total

Já as exportações totais de máquinas e equipamentos do Brasil somaram US$ 4,81 bilhões de janeiro a julho, um aumento de 4,7% sobre o mesmo período do ano passado. Em julho isoladamente, os embarques renderam US$ 727 milhões, um crescimento de 20,2% em relação ao mesmo mês de 2016.

De acordo com Zanella, neste caso as vendas externas seguem baixas em comparação com a média histórica, apesar do avanço registrado. Ela acrescentou que a média mensal historicamente girava em torno de US$ 1 bilhão e agora oscila de US$ 700 milhões e US$ 800 milhões.

"Mas houve uma retomada neste início de ano, pois com o mercado interno em baixa, muitas empresas têm optado pelo mercado externo, mesmo com rentabilidade reduzida e até prejuízo em alguns casos", destacou. Além disso, segundo ela, multinacionais do setor com presença no Brasil têm concentrado pedidos de máquinas e equipamentos em suas filiais no País.

Fonte: ANBA, Folha Rural

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Comércio Internacional

01 - EUA e China não fecharão acordo comercial definitivo na cúpula do G20, diz Ross


O Secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, disse hoje que não será possível americanos e chineses fecharem um acordo comercial definitivo durante a reunião de cúpula de líderes do G20 prevista para o fim deste mês, em Osaka, no Japão.

A expectativa é que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se encontrem às margens da cúpula para discutir um acordo comercial bilateral, mas Pequim ainda não confirmou a presença do líder chinês.

Segundo Ross, que falou em entrevista à emissora americana CNBC, apenas um acerto de "alto nível" poderá ser alcançado em Osaka, do tipo que abra o caminho para avanços mais adiante. As negociações comerciais entre EUA e China foram interrompidas semanas atrás. 

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - Japão diz que vai implementar medidas flexíveis se riscos econômicos se materializarem


O governo do Japão vai elevar o imposto sobre vendas como planejado em outubro, enquanto se prepara para adotar medidas macroeconômicas flexíveis em caso de os riscos à economia se materializarem, mostrou um documento divulgado pelo governo nesta terça-feira.

O documento, que será formalmente endossado pelo gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, neste mês, também disse que o governo tornará disponíveis "todas as ferramentas" para ajudar a terceira maior economia do mundo a sustentar a tendência de recuperação. "Afirmamos claramente que não iremos hesitar em reagir se houver riscos às perspectivas econômicas", disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Toshimitsu Motegi. 

A orientação de meio de ano destaca o equilíbrio que o governo de Abe precisa ter entre alcançar o crescimento e a reforma fiscal, em um momento que a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China e a desaceleração global ameaçam tirar dos trilhos a economia japonesa. "Precisamos observar de perto os acontecimentos externos, incluindo questões comerciais, com as exportações e a produção mostrando fraqueza apesar de uma gradual recuperação vista na economia do Japão", apontou o documento.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Mercado reduz também a projeção de crescimento para próximo ano


A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano chegou a 1%, após 15 reduções consecutivas. Pela primeira vez, instituições entrevistadas pelo Banco Central também cortaram previsões para 2020, quando a expectativa de expansão do PIB encolheu de 2,50% para 2,23%.

Fonte: DCI

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02 - FGV: IPC-S desacelera em 6 das 7 capitais analisadas na 1ª quadrissemana de junho


O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais analisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) da última quadrissemana de maio para a primeira leitura de junho. No período, o índice arrefeceu de 0,22% para 0,12%.

No Rio de Janeiro, houve ampliação da queda, de -0,01% para -0,06%. Em Brasília, a variação passou de 0,25% para 0,02%, enquanto em Salvador houve desaceleração de 0,37% para 0,25%. Em Recife, o alívio foi de 0,32% para 0,16%. Já o decréscimo nas taxas em Porto Alegre foi de 0,30% para 0,20% e, em São Paulo, de 0,24% para 0,12%.

Belo Horizonte, por sua vez, foi a única capital brasileira avaliada pela FGV que registrou aceleração da última quadrissemana de maio para a primeira medição de junho, de 0,22% para 0,23%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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03 - Balança comercial tem superávit de US$ 1 bilhão no início de junho


O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (10) que a balança comercial registrou superávit de US$ 1,085 bilhão no começo de junho. O resultado foi contabilizado até este domingo (9).

Quando as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Quando acontece o contrário, o resultado é de déficit.

De acordo com o governo, as exportações no período somaram US$ 4,564 bilhões (queda de 4,7% na comparação com junho de 2018). As importações, ainda segundo o governo, totalizaram US$ 3,479 bilhões (aumento de 2% na mesma comparação).

Nas exportações, houve queda nas vendas de produtos manufaturados (-6,2%), semimanufaturados (-4,2%) e aumento nas exportações de produtos básicos (+1%).

Nas importações, aumentaram os gastos com aeronaves e peças (+163,2%), leite e derivados (+88%), equipamentos mecânicos (+32,7%), equipamentos eletroeletrônicos (+26,2%) e alumínio e suas obras (+13,1%).

Acumulado do ano

De acordo com o Ministério da Economia, até o dia 9 de junho, a balança comercial registrou superávit de US$ 23,196 bilhões na parcial deste ano.

Embora o saldo acumulado do ano seja positivo, houve queda de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit chegou a US$ 24,561 bilhões.
De acordo com o governo federal, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 97,413 bilhões – média diária de US$ 893 milhões (queda de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado).

As importações, ainda segundo o governo, somaram US$ 74,217 bilhões no acumulado de 2019 – média diária de US$ 680 milhões (alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2018).

Ano de 2018 e projeções

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 58,3 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 13% abaixo do de 2017.

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2019 é de um saldo positivo de US$ 50 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 40 bilhões para este ano, com exportações em US$ 247 bilhões e importações no valor de US$ 207 bilhões.

O Ministério da Economia estima um superávit (exportações menos importações) some US$ 50,1 bilhões neste ano, com US$ 245,9 bilhões de exportações e US$ 195,8 bilhões de compras do exterior.

Fonte: G1

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04 - Diretor do BC afirma que aceleração econômica depende de redução de incertezas sobre reformas


O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tiago Berriel, afirmou nesta terça-feira que o crescimento econômico brasileiro continua a se recuperar, mas a ritmo mais lento do que o projetado, destacando que uma aceleração depende da redução das incertezas sobre as reformas.

"Uma aceleração no ritmo da recuperação econômica para níveis mais robustos vai depender de um ambiente de incertezas reduzidas quanto à aprovação e implementação de reformas", disse ele, segundo a apresentação de palestra para investidores internacionais em evento promovido pela embaixada do Brasil em Londres, nesta terça-feira. Segundo Berriel, as incertezas sobre as reformas, destacadamente as de natureza fiscal, adiarão decisões de investimento. O cenário do BC, segundo ele, é de que a recuperação gradual será retomada, mas que há um alto nível de ociosidade econômica.

Em meio à incertezas em torno do processo de reforma da Previdência, o que vem afetando a confiança, a economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre na comparação com o anterior, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016.No mês passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, já havia reiterado que o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas que o cenário básico do BC contempla uma retomada adiante. 

O diretor de Assuntos Internacionais repetiu ainda que a economia brasileira tem capacidade de lidar com um revés no cenário internacional e absorver choques, dadas suas políticas consistentes e proteções. Ele citou na apresentação divulgada no site do BC as expectativas ancoradas de inflação, flexibilidade do câmbio, robusto balanço de pagamentos, nível confortável de reservas internacionais e perspectivas de recuperação econômica.

Em relação ao cenário global, este permanece desafiador, de acordo com Berriel. Alguns riscos diminuíram, com a normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas e a revisão por bancos centrais das principais economias para políticas monetárias mais flexíveis do que o esperado. Mas outros riscos permanecem ou aumentaram, como as tensões comerciais, a desaceleração econômica global e a aversão ao risco envolvendo emergentes.

Fonte: Reuters

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Industria

01 - Paralisações na produção fazem indústria do Pará ter pior resultado em 17 anos


As paralisações na produção do setor extrativo fizeram com que a indústria do Pará caísse 30,3% em abril, em relação a março. Foi a maior queda desde o início da série histórica, em 2002, e o terceiro recuo consecutivo, acumulando perdas de 38,8% no período. Considerando os primeiros quatro meses do ano, a produção do estado caiu 7,8%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje pelo IBGE.

As interrupções aconteceram por causa de riscos de rompimento de barragens de mineração, como a que aconteceu este ano em Brumadinho (MG), e de contaminação de reservas indígenas. O excesso de chuvas também contribuiu para a queda na produção extrativa.

“Depois de Brumadinho, aumentou a preocupação com questões ambientais dentro das plantas industriais desse setor, o que acarretou uma queda na produção”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Fonte: Agência IBGE

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02 - Produtividade do trabalho recua 1,1% no primeiro trimestre


Em meio a um cenário de perda de força da atividade econômica e avanço do emprego informal, a produtividade do trabalho na economia voltou a encolher no primeiro trimestre, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

A produtividade por hora trabalhada na economia brasileira recuou 1,1% no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5%.

"As horas trabalhadas estão subindo, mas não estão gerando produto na mesma proporção. É como se estivessem contratando mais pessoas, mas com produtividade menor", explicou Fernando Veloso, pesquisador do Ibre/FGV.

A produtividade teve piora generalizada nos três grandes setores da economia. A agropecuária ainda escapou do vermelho, com alta de 0,4% na produtividade por hora trabalhada no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas o resultado ficou muito aquém do crescimento registrado no último trimestre de 2018 (2,8%).

Afetada pelo desastre do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) e pela crise na Argentina, a indústria teve queda de 1,2% na produtividade do trabalho no primeiro trimestre, interrompendo uma sequência de 12 trimestres consecutivos de avanços.

Mas o principal impacto negativo sobre a economia foi do mau desempenho do setor de serviços, que concentra 70% de todas as horas trabalhadas no País. A produtividade do trabalho no segmento de serviços encolheu 1,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Foi o vigésimo trimestre consecutivo de perdas.

Segundo Fernando Veloso, alguns fatores podem ajudar a explicar essa dificuldade do setor de serviços de aumentar a produtividade do trabalho. Uma delas seria uma informalização da prestação de serviços, trabalhadores migrando de empresas formais para trabalhos informais. O pesquisador lembra que o setor formal é cerca de quatro vezes mais produtivo que o informal.

Informalidade

"Quando você aumenta o emprego no setor informal você está deslocando a mão de obra para o setor que é menos produtivo. Aí a produtividade da economia como um todo cai", explicou Veloso. "A informalidade dentro de cada setor aumentou, o que contribui para que a produtividade daquele setor caia. Particularmente no segmento de transportes isso vem acontecendo", disse.

Outra hipótese seria o deslocamento da mão de obra de serviços mais sofisticados, que geram mais valor agregado, para serviços menos complexos, com menor produtividade: um engenheiro que perdeu o emprego e passou a atuar como motorista de aplicativo para garantir o sustento da família, por exemplo.

"O segundo aspecto é o fato de que a atividade econômica dentro dos serviços possa ter se deslocado intrasetores, ou seja, não só do formal para o informal, mas também pode ter acontecido uma migração da mão de obra dos serviços mais sofisticados, que têm produtividade maior, para serviços mais tradicionais, menos sofisticados, com produtividade menor", explicou Veloso.

Para o pesquisador do Ibre/FGV, a solução para aumentar a produtividade do trabalho no País passa por uma agenda de governo que inclui uma reforma tributária, aperfeiçoamentos na legislação trabalhista e prosseguimento de ações para melhorar o mercado de crédito.

"Além da aprovação da reforma da Previdência, vamos precisar de reformas muito profundas, não só reduzir a burocracia", defendeu Fernando Veloso. "Se não fizer nada, vai piorar (a produtividade). Porque a incerteza está muito elevada e não tem horizonte para as empresas crescerem, o horizonte está muito nebuloso."

Fonte: O Estado de São Paulo

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03 - Intenção de criar novos postos recua em maio


As expectativas para a geração de novos postos de trabalho para daqui a seis meses tiveram piora do mês de maio, segundo o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado ontem.

O Iaemp caiu 6,7 pontos, na passagem dos meses de abril para maio. Com a queda, o indicador chegou a 85,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível registrado desde junho de 2016 (82,2 pontos). O indicador busca antecipar tendências futuras do mercado de trabalho e é calculado com base em entrevistas de empresários da indústria e dos serviços e com consumidores. Segundo o pesquisador Rodolpho Tobler, da FGV, essa, que é a quarta queda seguida do Iaemp, é fruto do desapontamento com o ritmo de recuperação da atividade econômica e do elevado nível de incerteza. O outro índice, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que mede a percepção dos consumidores sobre a situação atual do mercado de trabalho, subiu 0,9 ponto, para 95,7, a maior pontuação desde dezembro do ano passado. O ICD é medido em uma escala de zero a 200 pontos, em que quanto maior a pontuação, pior é o resultado.

De acordo com Tobler, apesar de ainda estar abaixo do nível do período eleitoral, o ICD teve seu terceiro resultado negativo e ainda está em um patamar elevado. Para ele, o dado confirma a percepção de lentidão na recuperação do mercado de trabalho brasileiro.

Preços na semana A FGV também divulgou ontem o índice que mede a inflação semanal do País, o IPC-S. Na primeira semana de junho, o indicador subiu 0,12%, ficando 0,10 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa registrada na última divulgação. A maior contribuição para a desaceleração partiu do grupo Transportes (0,49% para 0,18%), com destaque da gasolina, cuja taxa foi de 1,86% para 0,79%. Também desaceleraram: Habitação (0,54% a 0,40%) e Alimentação (-0,37% para -0,49%). 

Fonte: DCI

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Setor

01 - Petrobras reduz em 3% preço da gasolina nas refinarias


A Petrobras informou que vai reduzir em 3% o preço médio da gasolina nas suas refinarias a partir desta terça-feira (11). O valor médio do litro passará de R$ 1,8144 para R$ 1,7595, uma redução de 5 centavos. Já o preço do diesel foi mantido inalterado.

Trata-se da segunda redução da gasolina no mês. No dia 1º de junho, a Petrobras reduziu o valor da gasolina em 7,16% e o do diesel em 6%.

A Petrobras decide seus preços de combustíveis com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e o câmbio, mas uma sistemática em vigor desde setembro prevê o uso de operações de hedge para permitir um espaçamento maior entre os reajustes.

Preço nos postos

Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos caiu pela 4ª semana seguida, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). O valor médio terminou a semana em R$ 4,52 por litro, uma queda de 0,64% na comparação com o valor da semana anterior. Já o valor médio do diesel ficou em R$ 3,642, também queda de 0,25%.

No ano, o preço da gasolina para o consumidor final ainda acumula alta de 4,05% e o do diesel, de 5,62%. Os avanços estão acima da inflação de 4,07% esperada para o ano todo, segundo o último boletim Focus, do Banco Central, que monitora as expectativas.do mercado para a economia.

Mudança na divulgação

No final de abril, na esteira da polêmica envolvendo o governo, a Petrobras alterou a forma de divulgação dos preços dos combustíveis praticados nas refinarias. A empresa começou a publicar em seu site os valores da gasolina e do diesel em todos os seus pontos de venda, e não mais a média como fazia anteriormente.

A política de preços da empresa já passou, nos últimos anos, por uma série de mudanças, a última delas no dia 26 de março, quando a estatal anunciou que os preços do diesel passariam a ser reajustados, a partir daquela data, por períodos não inferiores a 15 dias. Com isso, a companhia abandonou, somente para o diesel, o formato usado desde 3 de julho de 2017 que previa reajustes com maior periodicidade, a qualquer tempo, inclusive diariamente.

Ainda no caso do diesel, no dia 11 de abril a Petrobras chegou a informar que elevaria o preço médio do diesel em 5,74%, mas voltou atrás depois de pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Desde a adoção de novo formato na política de ajuste de preços em 2017, a gasolina acumula alta de 34,45% de preço, nas refinarias, segundo o Valor Online. Já o diesel acumula aumento de 59,59%.

Fonte: G1

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02 - Cade autoriza Petrobras a assumir fatia da Repsol Sinopec em bloco na bacia do Espírito Santo


A Petrobras teve aval do órgão brasileiro de defesa da concorrência para assumir uma fatia minoritária da Repsol Sinopec Brasil no bloco ES-M-414, na parte marítima da bacia do Espírito Santo, na qual a estatal já possuía participação majoritária.

Segundo despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica no Diário Oficial da União desta terça-feira, a operação foi aprovada sem restrições.

As empresas informaram ao Cade que a operação envolve a saída da Repsol Sinopec do ativo "através do exercício de seu direito de retirada-- e consequente cessão gratuita de sua participação para a Petrobras", o que estava previsto no acordo de operação conjunta entre as empresas.

A Repsol tinha 11,1% do bloco, contra 88,89% da Petrobras, que passará a ter 100% após a transação, que ainda está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).Em seu parecer, o Cade aponta que a Repsol Sinopec informou que a operação "mitiga o risco exploratório e a exposição de capital" da empresa no setor, enquanto a Petrobras "vê méritos geológicos que amparam o investimento na descoberta de hidrocarbonetos realizada na área".

O órgão afirmou ainda que o bloco encontra-se em estado de exploração, inclusive com possibilidade de não ser comercialmente viável, uma vez que ainda não é possível estimar sua produção, o que faz com que a operação não tenha potencial de produzir impactos imediatos no mercado.

O Cade também avaliou que o fato de a Petrobras já ser operadora da concessão faz com que a transação não afete a concorrência no setor de petróleo e gás.

Fonte: Reuters

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