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Edição 10178 de 18/11/2019

Destaque

01 - Agritechnica: "Europeus elogiam qualidade do Brasil"


O Brasil aumenta a cada ano sua presença no mercado europeu, e a Agritechnica vem sendo a "porta de entrada? para as empresas que estão expandindo seu negócio para além das fronteiras. "Estamos sendo muito visitados, já passaram diversos países por aqui e todos eles sempre elogiam a qualidade do equipamento brasileiro, bem como o atendimento das empresas", afirma Tábata Silva, responsável pela Divisão de Mercado Externo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de. Máquinas e Equipamentos).

De acordo com a especialista em mercado internacional, já passou o tempo no qual o Brasil era visto apenas como fornecedor de commodities. "As empresas que estão aqui conosco já são frequentes e realmente já vêm se consolidando como parceiros no fornecimento de máquinas e equipamentos para todo o mundo", explica.

Tábata ressalta que algumas empresas estão, inclusive, fazendo o lançamento de produtos na Agritechnica, enquanto outras trazem inovações tecnológicas de produtos que elas já vendem pra Europa: "A exposição é feita em um pavilhão conjunto justamente para fazer fortalecer essa presença brasileira no evento".

"A recepção é muito positiva. Cerca de 50% das exportações do Brasil são para os Estados Unidos e Europa, então nós temos uma presença muito significativa no mercado europeu. Muitas empresas já trabalham aqui há anos então atendem não só Alemanha, mas toda a parte de leste europeu também, muitas empresas já tem representantes e consumidores locais, isso fortalece ainda mais a qualidade da oferta que o Brasil tem nesse mercado e a receptividade também", conta a representante da ABIMAQ no evento.

Questionada sobre o que uma empresa que quer vender para a Europa deve fazer, Tábata destaca sem hesitar que a primeira coisa é "entender o mercado, estar preparado - independente se for Europa ou qualquer outro continente. O importante que as empresas brasileiras estejam capacitadas, que elas estudem o mercado e que elas saibam realmente as oportunidades de negócio que existem".

"Para isso é necessário qualificação, certificação, a questão da própria estratégia de atuação no mercado internacional. Uma das coisas que a gente fortalece muito para as empresas que já atuam nesse mercado é que tem que ser uma presença contínua. Não adianta você abrir o mercado enquanto o câmbio é competitivo e depois, quando o mercado [nacional] começa a consumir novamente, você abandona. A exportação tem que fazer parte de uma estratégia de atuação internacional das empresas", conclui.

Fonte: Agrolink, O Ruralito, Jornal Integração, Cimm, Seap Usinagem

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02 - Mineração puxa indústria de máquinas e equipamentos


Alguns setores começam a sentir uma melhora da economia, como é o caso da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que foi demandada pela tragédia causada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Mas outros fatores também vão ajudar a impulsionar o setor, segundo o presidente da Câmara Setorial de Cimento da ABIMAQ, Rodrigo César Francisquini. Ele acredita que as reformas da Previdência e a tributária, especialmente, irão viabilizar muitos projetos que estavam guardados na gaveta.

O setor produtivo tinha expectativa de que neste ano a economia ia começar a se desenvolver. mas muitos setores acabaram frustrados. As indústrias de máquinas e equipamentos também se frustraram?

Para boa parte dos associados da ABIMAQ foi um ano razoavelmente bom, melhor do que os anteriores. O que foi visto é que dentro do segmento de mineração, alguns projetos realizados quase que emergencialmente, já que boa parte dos projetos tem a ver com o reaproveitamento dos rejeitos de barragem, e isso acabou movimentando um pouco o setor de bens e capitais porque, para descomissionar as barragens são necessários equipamentos e isso deu uma alavancagem no setor de máquinas e equipamentos. Existem algumas outras demandas que foram benéficas, como o de terras raras, onde temos um grande projeto de mineração de níquel e alguns outros projetos que estavam engavetados e que estão sendo liberados aos poucos. De um modo geral, para nós do setor de máquinas e equipamentos, foi um ano bom e as perspectivas para 2020 continuam sendo boas. Nós acreditamos que esta tendência deve continuar e com tudo o que aconteceu, está todo mundo mais alerta e buscando equipamentos com mais tecnologia, não só para evitar os rejeitos desnecessários, como para um melhor consumo de energia e melhor aproveitamento dos recursos energéticos, inclusive.

Depois das reformas aprovadas no Congresso Nacional, o setor espera melhoras?

A reforma da Previdência já deve dar uma melhora na confiança do empresário e a outra grande reforma, a do sistema tributário, essa sim, deve liberar muitos investimentos represados ao longo dos tempos.

O que é essencial nessa reforma tributária para alavancar o setor?

Será preciso refazer o nosso sistema tributário inteiro. Simplificar. Hoje temos uma infinidade de tributos e gastamos horas e muitos recursos para tentar administrar toda essa questão tributária. Há estudos que mostram que o custo das empresas para lidar com tudo isso é enorme. A simplificação por si só é muito benéfica. Transformar em IVA, em valor agregado e, também, desonerar a cadeia produtiva. Hoje são tantos impostos que não se consegue nem calcular qual é a total carga tributária que existe em uma cadeia produtiva, por exemplo, de máquinas e equipamentos e para qualquer setor. A simplificação vai aliviar a quantidade de recursos que são necessários para administrar isso e vai trazer uma transferência melhor para o processo e, em um segundo momento, se almeja a redução efetiva da tributação. Se isso vem ou não, depende dos nossos governadores. Não tenha dúvida que todo o potencial do Brasil poderá ser liberado de forma mais fácil.

E o desempenho de Minas Gerais em relação ao Brasil?

Sem dúvida, Minas é o carro chefe. A maioria dos projetos que temos está em Minas, mas temos outros estados despontando com projetos importantes, como o de terras raras, níquel. Mas Minas concentra a maior reserva mineral e a economia liberando as amarras, que o setor produtivo tem, certamente Minas vai estourar. Resta saber quando.
A liberação da Samarco é um bom sinal?

Já é um ótimo sinal. Mostrar que todos os cuidados foram tomados, que todas as análises técnicas foram feitas e isso vai servir de boa prática para outras mineradoras e as outras mineradoras que estão sendo tratadas também vão contribuir. As próprias mineradoras não conseguem expandir suas produções porque não tem a forma adequada de tratar o rejeito. Na hora em que isso é resolvido, elas vão poder aumentar a sua capacidade produtiva.

Fonte: Blog do PCO

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03 - Infraestrutura é a locomotiva que pode levar à retomada da indústria


A indústria de máquinas e equipamentos deve fechar o ano de 2019 com um crescimento entre 1 e 2%, abaixo dos estimados 5% pela ABIMAQ no início do ano. De acordo com a própria entidade, não fosse o efeito câmbio (lembrando que as exportações respondem por quase 50% do faturamento do setor) o resultado negativo, de - 2%.

Para mudar esse cenário, agravado pela retração atual em alguns dos principais mercados consumidores de máquinas e equipamentos brasileiros no mundo, como é o caso da América do Sul, a esperança de um crescimento mais robusto nos próximos anos está na infraestrutura. “É preciso que se criem condições para que possam sair do papel os investimentos na área de infraestrutura. É uma área que tem reflexos em muitos setores, que demanda muita mão de obra (construção civil), promove o aumento da atividade econômica como um todo e que poderia elevar as baixas estimativas atuais para o PIB do próximo ano”, diz Mário Bernardini, assessor de Economia da ABIMAQ.

Para Bernardini, é fundamental que o governo tenha sensibilidade para colocar, junto com o ajuste fiscal, algumas medidas que possam auxiliar a retomada do crescimento. “No meu entender o investimento em infraestrutura é a única locomotiva que nos temos disponível neste momento para voltarmos a crescer”, afirma. “Se isto for feito com investimento externo ou privado ótimo, do contrário será necessário que o governo assuma o ônus e o bônus de fazer com investimento público. Ou então teremos um crescimento muito pequeno nos próximos anos, que não resolverá o problema de desemprego e será insuficiente para atender aos anseios da sociedade”.

Vale lembrar a existência de um grande número de obras paralisadas no País pelos mais variados motivos. Relatório do TCU - Tribunal de Contas da União, apresentado em setembro, apurou a existência de 14 mil obras paradas, envolvendo contratos num total de R$ 144 bilhões. Outro estudo, este apresentado no primeiro semestre, encomendado pela CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção, encontrou 1.400 obras paralisadas apenas no âmbito do PAC (Programa Aceleração do Crescimento).

Crescimento Mínimo - Levantamento recém-divulgado pela Abdib - Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base mostra que o investimento em infraestrutura no Brasil deve crescer em 2019, mas limitado à segunda casa decimal.

Segundo a entidade - que considera a infraestrutura como vital para a recuperação econômica -, o investimento em infraestrutura deve atingir 1,86% do PIB em 2019, contra 1,81% em 2018, ou seja, um crescimento de mero 0,5%. Em 2017, o indicador registrou 1,67% do PIB e, em 2016, 1,76%.

A pesquisa considerou os recursos públicos e privados aplicados em quatro grandes setores da infraestrutura: transportes, energia elétrica, telecomunicações e saneamento básico. Os dados foram apurados junto a empresas, órgãos públicos e agentes setoriais envolvidos com os investimentos no setor.

Por setor, a perspectiva da Abdib é de que os investimentos somem 0,52% do PIB em transportes em 2019 (contra 0,52% em 2018), 0,68% em energia elétrica (contra 0,65% em 2018), 0,45% em telecomunicações (contra 0,44% em 2018) e 0,21% em saneamento básico (contra 0,20% em 2018).

Segundo a entidade, a estagnação com a qual o Brasil convive nos investimentos em infraestrutura nos últimos anos, depois de uma queda acentuada entre 2014 e 2016, é fruto de uma redução tanto dos aportes públicos quanto privados no setor - muito mais acentuada por parte do setor público.

Entre 2014 e 2018, os investimentos em infraestrutura realizados pelo setor público recuaram 46,7%, enquanto os promovidos pelo setor privado apresentaram recuo de 17,5%. Os recuos mais significativos do investimento público foram registrados no setor de transportes (43,2%) e energia elétrica (69,1%). O saneamento básico (9,3%) também sofreu com a crise, mas de forma menos intensa, até porque o setor historicamente recebe poucos investimentos.

É um cenário distante anos-luz das necessidades do país. “O Brasil necessita de 4,31% do PIB de investimentos na infraestrutura por ano, ao longo de no mínimo dez anos seguidos, para reduzir os gargalos à competitividade e aumentar a produtividade”, afirmou o presidente-executivo da Abdib, Venilton Tadini.

Fonte: Usinagem Brasil

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Comércio Internacional

01 - PIB do Chile avança 0,7% no 3º trimestre, informa o BC


O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile cresceu 0,7% no terceiro trimestre de 2019 ante o segundo, de acordo com informe divulgado hoje pelo banco central chileno.

Na comparação anual, o PIB chileno teve expansão de 3,3% entre julho e setembro. A maior contribuição para o crescimento do Chile veio do setor de serviços. O resultado também foi sustentado, em menor grau, pelos setores de mineração, manufatureiro e de construção, informou o BC chileno.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - Previsão para Selic de 2019 segue em 4,5%, mas vai a 4,25% para 2020 no Focus


Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019, mas alteraram a expectativa para 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 18, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 4,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 4,50% para 4,25% ao ano, ante 4,75% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção permaneceu em 6,00%, ante 6,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas antes.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude".

O próximo encontro do Copom ocorre em dezembro e será o último do ano. Para o início de 2020, porém, a sinalização é de que o corte pode ser menor ou nem mesmo ocorrer.

Top 5No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 4,00% ao ano, ante 4,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 6,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Industria

01 - Indústria exporta menos e déficit supera US$ 31 bilhões


O déficit da indústria de transformação atingiu US$ 31,5 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. Para 2019, a estimativa é que o resultado fique próximo disso, o que levaria a um rombo quase nove vezes maior que o saldo negativo de US$ 3,2 bilhões registrado em 2017. No ano passado, o déficit do segmento foi de US$ 25,2 bilhões. Os cálculos são do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Reflexo - Rafael Cagnin, economista do Iedi, diz que o resultado reflete a contribuição quase nula do setor externo para a reativação da economia em 2019. E em boa medida, diz ele, isso se deve à tendência de ampliação do déficit externo da indústria. O saldo negativo, destaca ele, chegou a praticamente zerar nos anos de crise recentes e agora caminha em direção ao nível anterior à recessão.

Deterioração - O déficit em si já era esperado, diz Cagnin. Mas a deterioração, segundo ele, se deu neste ano pelas “razões erradas”. O que se esperava, lembra, era uma retomada mais consistente do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e a recomposição das importações. O que vem acontecendo em 2019, porém, é a expansão do déficit da indústria como resultado de uma queda mais intensa nas exportações, e não de aumento das compras externas.

Acumulado - No acumulado em 12 meses até setembro, os embarques da indústria de transformação caíram 5,3% em relação aos 12 meses anteriores. Na mesma comparação, as importações da indústria ficaram praticamente estáveis, com redução de 0,6%.

Crise argentina - Um dos fatores importantes para a queda das exportações, diz Cagnin, é a crise da economia argentina. O total de exportações brasileiras ao país vizinho, de produtos industriais e não industriais, caiu de US$ 12,87 bilhões para US$ 7,5 bilhões de janeiro a setembro de 2017 para igual período deste ano.

Comércio internacional - Outro fator é o baixo crescimento do comércio internacional, sob influência do conflito entre EUA e China. Depois de ter crescido 5,5% em 2017, o volume de comércio mundial de bens e serviços não deve passar de 1,1% neste ano, segundo projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Falta de competitividade - Mas, além de questões conjunturais, o quadro deixou evidente a falta de competitividade estrutural da indústria brasileira. “Os dados mostram que estamos em um longo processo de piora da composição da pauta exportadora de produtos manufaturados”, afirma o economista do Iedi.

Impacto - Cagnin ressalta que a deterioração do saldo comercial da indústria de transformação brasileira afeta todas as faixas de intensidade tecnológica. O caso mais acentuado, porém, está localizado na indústria de média-alta tecnologia. Esse grupo inclui o ramo de veículos automotores, reboques e semi-reboques, com exportações fortemente afetadas pela crise argentina.

Embarques - Os embarques do setor de automóveis totalizaram US$ 11 bilhões nos 12 meses até setembro. O desempenho contribuiu para um déficit de US$ 1,98 bilhão no período. Em 2018, as vendas externas do segmento chegaram a US$ 14,2 bilhões. O déficit no ramo de veículos automotores ficou em US$ 752 milhões no ano passado.

Média-alta intensidade tecnológica - Pelo levantamento do Iedi, o déficit do grupo de média-alta intensidade tecnológica se expandiu de US$ 26,3 bilhões em 2017 para US$ 43,1 bilhões em 2019, considerando neste último caso o acumulado em 12 meses até setembro de 2019.

Alta tecnologia - No grupo de alta tecnologia, que inclui o ramo aeronáutico, o rombo se ampliou de US$ 17,9 bilhões para US$ 20,8 bilhões na mesma comparação. Os dados, diz Cagnin, mostram recorrente encolhimento da participação de produtos de maior tecnologia nas exportações totais da indústria de transformação.

Parcela - Em 2000, destaca o economista, as indústrias de alta e média-alta tecnologia respondiam por 43,5% das exportações da indústria de transformação, mas por apenas 31,9% em 2019, considerando os 12 meses até setembro. “Esses são setores importantes, mais dinâmicos, com cadeias mais longas e complexas, com maior capacidade de puxar outros ramos da economia”, avalia Cagnin. E são setores, diz ele, com produtos de maior valor agregado, que poderiam contribuir mais para inserir o Brasil nas cadeias globais de valor.

Ramos menos intensivos- Ao mesmo tempo, os ramos menos intensivos em tecnologia também têm enfrentado mais dificuldades, segundo Cagnin. A indústria de baixa tecnologia, destaca ele, único grupo a apresentar saldos sistematicamente positivos, viu o seu superávit recuar de US$ 40 bilhões em 2017 para US$ 35,7 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. Com declínio tanto nas exportações como nas importações, esse grupo reúne ramos como alimentos, têxteis e couros e calçados. 

Fonte: Valor Econômico

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Setor

01 - Gasolina sobe R$ 0,10 em uma semana nos postos de Palmas


O litro da gasolina voltou a subir em Palmas. Uma pesquisa do Procon aponta que em uma semana o produto subiu em média R$ 0,10 nos estabelecimentos da capital e agora chega a ser comercializado por até R$ 4,79. Alguns consumidores estão mudando hábitos para conseguir fazer o dinheiro render até o final do mês.

"A gasolina tá subindo quase toda semana. Eu estou andando de pop. Eu tô com o carro lá em casa parado porque eu não vou dar conta de andar", diz o porteiro Adailton Ferreira. "R$ 0,10 no bolso do brasileiro sempre faz diferença. As vezes a gente pensa: ah é 10 centavos, mas de litro em litro vai ficando muito mais caro para abastecer", completa a engenheira Branda Vitória.

O taxista Paulo Ferreira, que usa o carro para trabalhar e gasta cerca de R$ 1 mil por mês com combustível, ainda calcula o tamanho da diferença. "Eu não fiz as contas não, mas vai aumentar no mínimo R$ 50. Vai tirar da minha carne, de eu comer", conta ele.

Para o sindicato que representa os postos de combustíveis, o vilão da vez é o etanol. "É importante ressaltar que o preço da gasolina divulgado pela Petrobrás é o da gasolina tipo A e o que é vendido nas bombas é a gasolina tipo C. Ela vai com gasolina A, que é a gasolina pura e mais uma mistura de biocombustível, que neste caso é o etanol anido. Então a gente está num momento de entressafra do produto e naturalmente houve um aumento do preço do etanol", disse o presidente do Sindiposto, Wilber Silvano.

O preço do etanol nas bombas, entretanto, não mudou muito e está cerca de R$ 1 mais barato que a gasolina, sendo encontrado por até R$3,79.

Fonte: G1

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